Greve/Transportes: Trabalhadores do metro de Lisboa em greve

Greve/Transportes: Trabalhadores do metro de Lisboa em greve

Lisboa, 07 fev (Lusa) - Os trabalhadores do Metropolitando de Lisboa (ML) estão em greve entre as 06:30 e as 11:30 de hoje, uma paralisação contra os cortes salariais que levará à suspensão do serviço.

Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Transportes (Fectrans), disse à Lusa que a manhã "não vai ser fácil" para os passageiros que habitualmente usam o metro, uma vez que o serviço até às 11:30 estará suspenso.

"A greve é das 06:30 às 11:00, como a exploração abre às 06:30 os passageiros só após a 11:30 é que terão transporte no ML", disse o sindicalista, avançando que "a revolta dos trabalhadores é tão grande" que a adesão deverá rondar os 90 por cento.

O ML já fez saber que o serviço só será normalizado a partir das 12:00, acrescentando que "não foi fixada a prestação de serviços mínimos relativamente à circulação de comboios, pelo que não poderá garantir o serviço de transporte entre as 06:30 e as 11:30".

Na origem do protesto estão os "cortes salariais selvagens" impostos pelo Governo, disse o dirigente sindical.

As greves no setor dos transportes continuam na quarta-feira, com as paralisações parciais dos trabalhadores da Transtejo, da Carris e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Fonte da STCP disse à Lusa que não haverá transportes alternativos.

Também a Carris não tem prevista a realização de serviços alternativos, disse à Lusa fonte oficial da transportadora, avançando que a empresa não prevê "perturbações significativas no seu funcionamento normal decorrentes da greve".

Na quinta-feira é a vez de paralisarem as empresas do setor ferroviário (CP, CP Carga, REFER e EMEF) e os CTT também se juntam aos protestos.

Na sexta-feira, as empresas privadas associam-se a semana de luta, nomeadamente a Soflusa, a Rodoviária de Entre Douro e Minho e a Rodoviária da Beira Interior.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, já apelou ao "bom-senso" e ao "sentido de responsabilidade de todos os intervenientes".

CSJ

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