Portugal destinou 2,5 milhões em 2011 no acolhimento a 200 refugiados

Portugal destinou 2,5 milhões em 2011 no acolhimento a 200 refugiados

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Lisboa, 20 jun (Lusa) - Portugal destinou 2,5 milhões de euros em 2011 para receber perto de 200 refugiados em centros de acolhimento, disse hoje o ministro da Solidariedade e Segurança Social na assinatura de um protocolo com o Serviço Jesuíta aos Refugiados.

Pedro Mota Soares destacou o empenho de Portugal "numa política inclusiva para os refugiados", mencionando que o seu ministério disponibilizou em 2011 cerca de 1,5 milhões de euros para acolhimento de cerca de 150 refugiados, e que, no total nacional contabilizando todos os ministérios, foram alocados cerca de 2,5 milhões de euros para receber perto de 200 refugiados.

Os ministérios da Administração Interna e da Solidariedade e Segurança Social formalizaram hoje, Dia Internacional do Refugiado, um protocolo com o Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS) em Portugal que cria seis novas vagas para acolhimento.

Os seis lugares estão já destinados a acolher refugiados provenientes de Malta. Apesar de ainda não se saber qual a nacionalidade dos cidadãos que o JRS vai receber em Portugal, sabe-se que Malta acolhe sobretudo refugiados da Somália, Eritreia e Sudão.

Na cerimónia, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, explicou que o protocolo aumenta a capacidade de acolhimento em Portugal.

"Por esta via conseguimos encontrar soluções novas para alargar esta capacidade de acolhimento do país, que teve durante estes últimos tempos 267 requerentes de asilo em Portugal e 30 refugiados já reinstalados já em 2011", disse Miguel Macedo na cerimónia que decorreu no ministério que tutela.

Já o ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, destacou a importância de abrir novas perspetivas e estabelecer novos acordos de cooperação como o que hoje foi firmado com o JRS.

O objetivo, adiantou, é fazer com que Portugal possa acolher, correspondendo até a um conjunto de obrigações internacionais dentro do quadro da União Europeia.

Na terça-feira o Serviço Jesuíta aos Refugiados adiantou à Lusa que não é para já conhecida a data da chegada dos seis refugiados, mas que da parte da instituição a vontade "é que cheguem o mais rapidamente possível".

"Queremos ajudar a construir um plano de vida no nosso país e a plena integração na sociedade portuguesa, para que estas pessoas sejam elementos ativos, que trabalhem, que também façam os seus descontos, e que acabem por estar no mesmo plano de igualdade que os restantes cidadãos nacionais", defendeu a fonte do JRS - Portugal.

IMA/GC/(SV).

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