
Miguel Relvas destacou "parceria intensa" luso-angolana comprovada por "números expressivos"
Luanda, 19 jul (Lusa) - Portugal e Angola mantêm atualmente uma "parceria intensa" alicerçada em "números expressivos" que favorecem interesses mútuos face "às incertezas a nível internacional", considerou hoje em Luanda o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares português.
Miguel Relvas intervinha no jantar "Mesa Pportugal", organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Portugal-Angola (CCIPA) e realizado por ocasião da 29ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), onde o pavilhão português, com 87 empresas, é o que ocupa maior área entre os países estrangeiros presentes no certame.
Portugal, disse Relvas, pretende reforçar a sua parceria estratégica com Angola, canalizando investimento, fomentando emprego qualificado, apoiando as empresas angolanas e fornecendo formação profissional.
"A cooperação entre os nossos dois países é hoje mais robusta e mais profunda. Só nos primeiros quatro meses de 2012 o montante das exportações portuguesas para Angola aumentou 29 por cento, em termos homólogos, enquanto as importações registaram um acréscimo de 176 por cento", destacou o governante português.
Nesse sentido, Portugal tem reforçado a sua posição como principal país fornecedor de Angola e é o sétimo destino das exportações angolanas.
"Na última década, Portugal foi o país que mais projetos desenvolveu", frisou.
Além das trocas comerciais, Miguel Relvas destacou a crescente importância do investimento nas relações bilaterais.
"Em 2011, Angola ocupou o quarto lugar no investimento português no estrangeiro - em domínios tão diversos como a construção, o comércio e as atividades financeiras - e é já o décimo maior investidor externo em Portugal", elucidou.
"Atrair o investimento estrangeiro é precisamente uma das prioridades portuguesas do momento. Outros desígnios imediatos são o aumento das exportações, que têm vindo a registar um acréscimo acentuado e consistente, e a criação de emprego. A economia, tal como a concebemos, não pode prescindir desse valor insubstituível que é o trabalho", acrescentou.
Para enfrentar a crise e recolocar Portugal "na rota do crescimento económico", importa, defendeu, "por as contas em ordem e gastar menos do que gastávamos".
Participaram no jantar, pelo lado angolano, empresários e um dos administradores da Agência Nacional de Investimento Privado, e, do lado português, empresários, o embaixador de Portugal, João da Câmara, e o presidente da Agência para o Investimento de Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis.
EL.
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