Especialistas estudam produto inovador para combater "doença das abelhas"

Especialistas estudam produto inovador para combater "doença das abelhas"

Braga, 02 ago (Lusa) - Uma investigadora da Universidade do Minho está envolvida na criação de um produto inovador capaz de combater a loque americana, uma doença bacteriana que atinge as abelhas e provoca prejuízos económicos "consideráveis" no setor da apicultura, foi hoje anunciado.

Em comunicado, aquela universidade acrescenta que aquela solução inovadora "evitará destruição de colmeias e favorecerá a exportação de mel e afins".

Frisa que a atividade dos 17 mil produtores de mel do país rendeu em 2011 cerca de 100 milhões de euros.

A loque americana obriga a queimar as colmeias afetadas para erradicar a doença.

O projeto está a ser desenvolvido pela investigadora da Universidade do Minho Ana Oliveira, em parceria com o engenheiro zootécnico Tiago Moreira, que se dedica à apicultura na zona de Entre Douro e Minho, a Federação Nacional de Apicultores e a Direção Geral de Veterinária.

"Estamos a procurar uma forma de combater o flagelo não através de antibióticos, uma vez que de acordo com a legislação europeia não é permitida a sua presença no mel, mas utilizando vetores biológicos antimicrobianos, os bacteriófagos, que existem e são isolados do meio ambiente", explica Ana Oliveira.

Apesar de esta ser uma solução inovadora, o Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho já se dedica ao estudo da aplicação de bacteriófagos no controlo de doenças há alguns anos.

A loque americana, provocada pela bactéria Paenibacillus larvae, afeta apenas os estádios larvares da abelha, sendo as abelhas adultas responsáveis pela sua distribuição.

VCP

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