
Guiné-Bissau: PR promete reestruturação "para breve" da chefia militar e condena últimos acontecimentos
Bissau, 10 abr (Lusa) - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanha, afirmou hoje que vai haver uma profunda reestruturação do Estado-Maior das Forças Armadas "para breve" e condenou os acontecimentos do passado dia 01.
Em discurso à Nação dez dias após a intervenção militar e a detenção do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o Presidente guineense considerou que apesar "dos incidentes graves o país não pode parar e os guineenses não podem perder a esperança".
"Dentro de breve vamos pensar em reorganizar o Estado-Maior das Forças Armadas. Temos que reorganizar o Estado-Maior para que fique completo que funcione e nos garanta a tranquilidade no país", afirmou o chefe de Estado.
No seu discurso, o Presidente guineense defendeu um Estado-Maior que garanta a "continuidade do programa da reforma no setor de Defesa e Segurança, um instrumento indispensável para o futuro do país, condição fundamental para a estabilidade".
Segundo o chefe de Estado, os acontecimentos do passado dia são "condenáveis a todos os níveis".
"Acontecimentos condenáveis a todos os níveis, porque pensávamos que o país nunca mais iria conhecerem esses acontecimentos. O que aconteceu é muito mau, mas não aconteceu o pior que nos possa levar a perder o rumo do país", afirmou.
"Nestes tristes acontecimentos ninguém saiu beliscado fisicamente. Neste momento só estão presas duas pessoas, o almirante Zamora Induta e o coronel Samba Djaló", afirmou o chefe de Estado.
"Nada de mal lhes aconteceu mais. Estão presos por razões da sua segurança. Quem os quer visitar pode fazê-lo. Estamos preocupados com o seu estado de saúde", acrescentou.
Malam Bacai Sanhá pediu também à população do "interior do país" para não vir fazer manifestações a Bissau.
"Sabemos que a população lá onde está é solidária com os dirigentes do país", disse.
"Exorto os guineenses a terem uma harmonia e as instituições do Estado devem ter uma voz única, têm que transmitir a mesma mensagem quer para dentro como para a fora do país", pediu também o Presidente guineense.
O Presidente pediu também aos políticos do país para que "observem a contenção".
"Que falemos menos e trabalhemos mais. Temos que contribuir mais para a estabilização do país, para que haja mais confiança entre nós", afirmou.
No discurso, Malam Bacai Sanhá garantiu igualmente que o Estado está a "funcionar na plenitude".
MB/MSE.
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