
Pedido de resgate de Espanha não influencia acionista maioritário do BPI - Fernando Ulrich
Lisboa, 25 jun (Lusa) - O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, afirmou hoje que o pedido de resgate de Espanha não vai influenciar direta e indiretamente o banco, uma vez que o seu acionista espanhol La Caixa não vai ter necessidade de recorrer à ajuda.
Fernando Ulrich, que falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura de protocolo entre o BPI, EDP e Confederação Empresarial de Portugal (CIP) sobre eficiência energética, afirmou que o La Caixa, acionista maioritário do BPI, "tem capacidade pelos seus próprios meios de satisfazer as maiores exigências de capital que têm vindo a ser estabelecidas em Espanha".
O presidente executivo do BPI disse esperar que "aquela parte do sistema financeiro espanhol [as cajas de ahorro] que tem problemas, a ajuda seja concretizada rapidamente e que isso impulsione o crescimento da economia espanhola, que é muito importante para Portugal".
"Sendo a Espanha o nosso principal parceiro económico, é muito importante que esteja forte e a sua economia cresça e não sofra problemas ao nível do sistema financeiro", sublinhou.
O Governo espanhol solicitou hoje formalmente o pedido de ajuda europeia para o seu sistema financeiro, numa carta onde não detalha a quantia global do pacote de assistência, confirmou o ministério da Economia em Madrid.
A carta, assinada pelo ministro da Economia, Luis de Guindos, e endereçada ao presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, solicita, em nome do Governo, assistência financeira para a recapitalização das entidades financeiras.
"Tenho a honra de me dirigir a si, em nome do Governo de Espanha, para solicitar formalmente assistência financeira para a recapitalização das entidades financeiras espanholas que assim o necessitem", refere a carta a que a Lusa teve acesso.
De Guindos explica na carta que o instrumento através do qual se materializará a ajuda terá em consideração as várias possibilidades disponíveis e outras que surjam no futuro.
O objetivo é ter concluído o memorando de entendimento até 9 de julho, sendo que o valor global de ajuda - que será no máximo de 100 mil milhões de euros - só deverá ser conhecido depois de finalizarem as negociações sobre as condições do empréstimo.
AJG (ASP)
Lusa/Fim






































