
EUA: Cientistas refutam "nova forma de vida" que NASA disse ter descoberto em bactérias em arsénio
Washington, 09 jul (Lusa) - Dois estudos científicos, publicados este domingo, defendem não ser verdadeira a controversa reivindicação de cientistas da NASA, em 2010, de que tinha sido descoberta uma nova forma de vida em bactérias que vivem em arsénio.
"Ao contrário do veiculado no relatório original, a nova descoberta mostra claramente que a bactéria - a GFAJ-1 - não pode substituir o arsénio por fósforo para sobreviver", aponta um comunicado da revista "Science", que publicou o estudo original.
Em dezembro de 2010, cientistas da NASA afirmaram ter encontrado num lago na Califórnia, nos Estados Unidos, bactérias que vivem em arsénio, uma descoberta que se afirmou ter impacto na investigação de formas de vida extraterrestre.
Na altura, pensou-se que a descoberta, mesmo não sendo histórica, iria mudar as investigações da NASA neste campo, que só procurou vida em planetas com os elementos que os cientistas acreditavam serem os únicos que podiam acolhê-la.
As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo.
Os investigadores descobriram nas águas tóxicas e salubres do lago Mono, na Califórnia, uma bactéria que alegaram poder substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN, algo agora contestado.
DM. (JRS.)
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