
Austrália apela a Moscovo que apoie sanções da ONU para travar violência na Síria
Jacarta, 15 jul (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Bob Carr, instou hoje a Rússia a apoiar as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o regime sírio de Bashar Al Asad, depois do massacre na localidade de Tremseh.
"O presidente Al Asad deve deixar o poder e a única forma é a Rússia exercer a sua influência no regime de Damasco e votar a favor das sanções do Conselho de Segurança", afirmou Bob Carr, que se encontra em visita oficial à Indonésia.
O ministro australiano apelou à intervenção da Rússia, depois do ataque da passada quinta-feira, na aldeia síria de Tremseh, que fez 150 mostos.
"Fazemos um apelo ao Governo russo para que cumpra o seu papel humanitário e que atue contra os massacres", disse Bob Carr aos jornalistas, considerando que a intervenção russa é "indispensável".
A Rússia, aliada de Damasco desde a época soviética, rejeita que o governo sírio seja sancionado se não cessar os ataques com armas pesadas contra a oposição, como prevê um projeto de resolução apresentado por europeus e americanos no Conselho de Segurança da ONU.
Já o Irão reiterou hoje a disponibilidade para colaborar na procura de uma solução para o conflito sírio e evitar que possa alastrar ao Médio Oriente, de acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ramin Mehmanparast.
Em declarações ao diário governamental, o porta-voz disse que "o Irão está "disposto a desempenhar um papel adequado na procura de estabilidade e segurança para a Síria", com o objetivo de "evitar que esse conflito se estenda a toda a região" do Médio Oriente.
JNM
Lusa/Fim






































