
Julius Malema radicaliza ambiente na mina de Marikana, na África do Sul, apela à demissão do PR Zuma
Rustenburg, África do Sul, 18 ago (Lusa)- O ex-líder da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC), Julius Malema, radicalizou hoje o ambiente em redor da mina da Lonmim, apelando à demissão do presidente da República, Jacob Zuma.
Malema exortou ainda todos os mineiros sul-africanos a entrar em greve em solidariedade com as vítimas do tiroteio de quinta-feira.
O controverso político, que foi expulso do ANC por indisciplina e atentar contra o bom nome do partido no poder, foi recebido entusiasticamente por centenas de mineiros e familiares, na aldeia de Wonderkop, nas proximidades da mina da Lonmin, a curta distância do local onde, na quinta-feira, 34 mineiros foram mortos quando a polícia abriu fogo sobre eles com munições reais.
Malema não poupou ninguém no discurso que fez perante os mineiros de Marikana: responsabilizou o presidente Jacob Zuma, o ministro da Polícia, Nhati Mthethwa, autoridades provinciais e os comandos policiais pelo "massacre", exigiu a demissão de todos eles e exortou todos os mineiros da África do Sul a "levantarem-se e entrarem em greve" em solidariedade com os 34 mortos e mais de 70 feridos de quinta-feira.






































