
Burocracia está a deixar proprietários descrentes na ajuda um mês depois do fogo na serra algarvia
Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, 19 Ago (Lusa) - A excessiva burocracia e a demora em avançar na reconstrução das casas destruídas no fogo que devastou a serra algarvia há um mês está a deixar proprietários de localidades do concelho de Tavira descrentes na ajuda.
Trinta dias depois de o fogo ter devastado mais de 20 mil hectares da serra algarvia, Manuel Martins Bento, filho de um dos casais que ficou com a habitação destruída, na povoação de Carvalhal (freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, concelho de Tavira), reconheceu que a situação "está cada vez mais difícil" e a ajuda até agora foi pouca.
"Até aqui não houve nada. E cada vez as coisas estão mais difíceis, porque agora querem tanta coisa que a gente não sabe como isto vai ser", afirmou, referindo-se às exigências burocráticas que já ouviu da autarquia e da Segurança Social para avançarem com a reconstrução da habitação.
O pai, Manuel Rufino Bento, mostrou como o fogo, que deflagrou a 18 de Julho em Cachopo, avançou e chegou à aldeia em pouco tempo, atingindo a casa onde residia há 40 anos, consumindo tudo à sua passagem e deixando apenas as paredes de pé e o proprietário com a roupa que tinha no corpo.






































