
Enfermeiros subcontratados na zona Oeste reclamam pagamentos em atraso frente ao Ministério da Saúde
Lisboa, 21 ago (Lusa) - Duas dezenas de enfermeiros subcontratados do Centro Hospitalar Oeste Norte concentraram-se hoje em frente ao Ministério da Saúde para reclamar a falta de pagamento de horas bonificadas, assunto que será debatido na quinta-feira em reunião com a tutela.
Em causa está uma dívida desde outubro da empresa que contrata estes profissionais para exercerem funções no Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) - que integra os hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Alcobaça - na ordem dos 121 mil euros.
A empresa, com quem os enfermeiros tiveram também hoje uma reunião, alega que os montantes em atraso se devem à falta de pagamento por parte do centro hospitalar.
Nesta situação estão 28 enfermeiros, 20 dos quais estiveram em frente ao Ministério da Saúde para lembrarem que "existem", como disse a enfermeira Liliana Marques, uma das profissionais que disse ter dinheiro a receber.
Aos jornalistas, Liliana Marques disse que desde outubro do ano passado que a empresa não paga as horas extraordinárias e que os vencimentos têm sido pagos com alguns dias de atraso.
A acompanhar estes profissionais, a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) Guadalupe Simões explicou que cada enfermeiro custa à empresa 1300 euros mensais, dos quais recebe 1.020 euros (11,96 euros por hora).
No entanto, adiantou Guadalupe Simões, o Ministério da Saúde paga 1.816 euros à empresa, pelo que o SEP defende a integração destes profissionais nas respetivas unidades de saúde, o que "ficaria mais barato" à tutela.
Os enfermeiros regressam na quinta-feira ao Ministério da Saúde, para ter uma reunião prevista para as 11:00.
SMM.
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