
Perdas de água nos concessionários aproximam-se da "zona de conforto" de 15% - ERSAR
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Lisboa, 08 jun (Lusa) - O presidente da entidade reguladora da água afirmou hoje que as perdas nas entidades concessionadas rondam os 15 por cento e anunciou que, no final do ano, será conhecido, pela primeira vez, a dimensão do desperdício em todo o país.
Jaime Melo Batista adiantou que, no universo concessionado, que é regulado pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) desde 2004, as perdas têm vindo a diminuir e entraram no último ano "na zona de conforto".
"Um valor de 15 por cento de perdas é um bom valor", considerou em declarações à Lusa, justificando a evolução positiva com o facto de se terem identificado os problemas e tomado medidas para os minimizar.
No entanto, as entidades concessionadas representam apenas 10 a 15 por cento do setor, já que ficam de fora os serviços fornecidos pelos municípios, SMAS e empresas municipais, que só agora estão a ser avaliadas pelo regulador.
"A partir de 2012, passámos a monitorizar e medir todos os operadores incluindo nas perdas", afirmou o responsável da ERSAR.
Jaime Melo Baptista avançou que está neste momento em curso um vasto trabalho de recolha de informação junto dos 386 operadores, que será validado e divulgado publicamente no final do ano.
"Pela primeira vez, em Portugal, será feita uma divulgação de todos os operadores em todos os seus aspetos técnicos, económicos e de desempenho, onde as perdas são uma das alíneas. Até agora tem-se falado de perdas com estimativas mais ou menos grosseiras. Este ano teremos valores reais de perdas, quer à escala nacional, quer de cada operador", declarou o presidente da ERSAR, adiantando que foram detetados, nesta primeira fase, "valores de perda nalguns casos bastante aceitáveis e, noutros, completamente inaceitáveis".
O mesmo responsável estima que, posteriormente, haja uma evolução rápida a nível da eficiência, já que em muitos casos se está a medir o valor correto das perdas pela primeira vez.
"Muitos operadores nem sequer as mediam. Não sabendo a dimensão do problema obviamente e muito mais difícil a sua resolução. Pela primeira vez, terão noção das suas perdas, quer físicas, quer comerciais", salientou o presidente da ERSAR, destacando que "o regulador pressiona o operador no sentido de ser mais eficiente, nomeadamente reduzindo as perdas".
RCR
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