
Prevenção de fogos em áreas protegidas teve intervenções em 1.300 hectares
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Lisboa, 16 jul (Lusa) - Os trabalhos de prevenção de incêndios nas áreas protegidas incluíram intervenções em 1.300 hectares, com a utilização de fogo controlado em 275 hectares, e contaram com 123 vigilantes, revelou um responsável da Autoridade Florestal Nacional.
Além da limpeza de povoamentos em 550 hectares realizada este ano, o diretor de Unidade da Defesa da Floresta da AFN, Rui Almeida referiu à agência Lusa a redução de material combustível em 750 hectares e as obras de beneficiação em 450 quilómetros de rede viária.
É também feita a plantação de regiões com cortes ou áreas ardidas, que este ano atingiu 40 hectares, e o controlo do espécies invasoras em 58 hectares.
Em resposta a questões da Lusa acerca da preparação das áreas protegidas portuguesas para a época de fogos, atualmente na fase mais complicada, o Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território (MAMAOT) explicou que as medidas têm sido desenvolvidas em parcerias com entidades locais.
Autarquias, organizações de produtores florestais e comissões relacionadas com os baldios são entidades que partilham tarefas em ações preventivas de equipas de sapadores florestais, anuais ou temporários.
Foram realizadas obras de beneficiação em 450 quilómetros de rede viária e feitas plantações em 42 hectares, numa lista de trabalhos que inclui controlo de espécies invasoras e recuperação de nove pontos de água, apontou Rui Almeida.
O chamado dispositivo de prevenção estrutural, que envolve ações contra incêndios nas áreas protegidas, tem 123 vigilantes da natureza, 20 equipas de sapadores florestais e 40 viaturas com kit de primeira intervenção, segundo o Ministério.
Estas regiões são controladas por 29 postos de vigia fixos com funcionamento da responsabilidade da GNR.
As ações definidas dependem "das condições meteorológicas para as poder executar desde o início do ano e da disponibilidade de recursos", explicou Rui Almeida.
"Este ano, temos tido algumas dificuldades dado o enquadramento do país, mas não há uma redução significativa destes valores, há pequenas variações que provavelmente podem ser compensadas com outras ações", por exemplo, pelo incremento da área que os sapadores florestais intervencionam, acrescentou.
As áreas de montanha e aquelas com maior valor ecológico são as que suscitam mais preocupações em termos de incêndios, como Peneda-Gerês, Montesinho ou Serra da Estrela.
Nas zonas afetadas por incêndios, a AFN acompanha a recuperação do ecossistema. "Muitos recuperam naturalmente, outros exigem intervenções".
Muito do trabalho feito refere-se a replantações em áreas em que se perdeu a capacidade de regeneração. Mas, há espécies, como o pinheiro bravo, que apresentam grande capacidade de regeneração e, nesses casos, a tarefa dos técnicos é mais "orientar" o crescimento.
Quanto aos animais afetados pelos incêndios, "há principalmente uma movimentação das populações para outro espaço, depois voltam e, por vezes, podem ter de criar-se zonas de alimentação específicas", relatou.
O MAMAOT realçou que, no ano passado, a prevenção de fogos nas áreas protegidas recebeu um reforço de oito viaturas, 50 equipamentos de proteção individual e 50 rádios portáteis.
Os sapadores florestais distribuem-se por 280 equipas, com um total de 1.400 pessoas, e representam um encargo de cerca de 10,5 milhões de euros por ano, segundo Rui Almeida.
A rede nacional de áreas protegidas lista 43 zonas, divididas entre parque nacional (Peneda-Gerês), 13 parques naturais, nove reservas naturais, duas paisagens protegidas e sete monumentos naturais.
EA
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