
Londres2012: Balanço - Bolt e Phelps, uma vez mais
Londres, 12 ago (Lusa) - O velocista jamaicano Usain Bolt e o nadador norte-americano Michael Phelps foram as grandes figuras dos Jogos Olímpicos Londres2012, revalidando o protagonismo que já tinham tido há quatro anos, em Pequim2008.
Bolt repetiu os três ouros, nos 100, 200 e 4x100 metros, com recorde olímpico no hectómetro (9,63) e um espantoso recorde mundial na estafeta (36,84), na qual contou com a preciosa ajuda do seu compatriota Yohan Blake, prata em 100 e 200.
Se o jamaicano foi o "maior" na pista, na piscina o "rei" foi Michael Phelps, que, com quatro ouros e duas pratas, passou a ser o atleta com mais "metais" na história dos Jogos Olímpicos, com um total de 22, apenas menos uma do que Portugal, em 100 anos.
Phelps não teve o brilho de 2008, em que logrou ímpares oito ouros, mas foi, ainda assim, o atleta que ganhou mais medalhas em Londres (seis), despedindo-se do olimpismo com 18 títulos olímpicos, dois segundos lugares e outros tantos terceiros.
Se houvesse uma classificação para individualidades, Bolt e Phelps poderiam ficar ex-equo no primeiro lugar, com o último lugar do pódio a poder ficar para uma norte-americana, a ginasta Gabrielle Douglas, de 16 anos.
A jovem dos Estados Unidos tornou-se a primeira negra a vencer o concurso individual feminino de ginástica artística dos Jogos Olímpicos, superiorizando-se às russas Victoria Komova e Aliya Mutafina, e ganhou ainda coletivamente.
Em termos de países, os Estados Unidos foram, aliás, os grandes vencedores, ao totalizaram 46 medalhas de ouro, 29 de prata e 29 de bronze, para um total de 104, contra 38 de ouro, 27 de prata e 22 de bronze, para um total de 87, da China.
Os norte-americanos, que conquistaram o seu maior número de títulos fora dos Estados Unidos (tinham como recorde 45 em 1924, em Paris, e em 1968, no México), recuperam o "título" perdido há quatro anos para os então anfitriões chineses.
No terceiro posto do medalheiro ficou a Grã-Bretanha, que, a jogar em casa, totalizou 29 ouros, 17 pratas e 19 bronzes, para um total de 65 "metais".
O fundista de origem somali Mo Farah, com "dobradinha" nos 5.000 e 10.000 metros do atletismo, o ciclista Bradley Wiggins, que venceu o contrarrelógio e passou a ser o britânico com mais medalhas (tinha seis na pista), e o velejador Ben Aislie, com um quarto título, em finn), foram as "estrelas" locais.
A ascensão dos britânicos provocou a queda da Rússia, que terminou fora do pódio, no quarto lugar, com 24 medalhas de ouro, 25 de prata e 33 de bronze, para um total de 82.
No que respeita às modalidades coletivas, o setor masculino ostentou seis campeões distintos, com o Brasil a ser o destaque... pela negativa, ao perder as finais de futebol (1-2 com o México) e de voleibol (2-3 com a Rússia).
A Croácia (polo aquático) foi o outro campeão diferente de há quatro anos, enquanto Estados Unidos (basquetebol), com Kevin Durant, Kobe Bryant e LeBron James, França (andebol) e Alemanha (hóquei em campo) revalidaram os respetivos cetros.
No feminino, os Estados Unidos voltaram a ganhar em basquetebol e futebol e triunfaram ainda, e pela primeira vez, no polo aquático, enquanto o Brasil revalidou no voleibol, a Noruega no andebol e a Holanda no hóquei em campo.
Em matéria de desilusões, sobressaíram o nadador norte-americano Ryan Lochte e o velocista jamaicano Yohan Blake, que, mesmo com cinco e três "metais", respetivamente, não conseguiram tirar o protagonismo a Bolt e Phelps, como pretendiam, e ainda o "sprinter" local Mark Cavendish.
No que respeita a Portugal, a dupla de canoístas Fernando Pimenta/Emanuel Silva evitou vários meses de polémica olímpica, ao conseguir uma medalha, a prata em k2 1.000 metros. De resto, alguns diplomas, a maioria na canoagem, e muitas desilusões.
PFO.
Lusa/Fim.














