Aung San Suu Kyi defende libertação de três jovens do grupo “Pussy Riot”

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epa03404305 Aung San Suu Kyi, Myanmar's opposition leader and general secretary of the National League for Democracy (NLD), delivers remarks at a town hall meeting hosted by Amnesty International, in Washington DC, USA, 20 September 2012. Aung San Suu Kyi is currently visiting the US for the first time since being released from house arrest in 2010. Suu Kyi spent almost 20 years under house arrest before becoming a member of Parliament. EPA/MICHAEL REYNOLDS
Washington, 20 set (Lusa) – A dirigente da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi defendeu hoje a libertação de três jovens do grupo punk russo “Pussy Riot”, recentemente condenadas a três anos de prisão em Moscovo.
Num evento promovido pela Amnistia Internacional em Washington, Suu Kyi recebeu um ramo de flores de familiares de Nadia Tolokonnikova, uma das três jovens presas.
Nos finais de fevereiro, as cinco jovens da banda interpretaram no Templo de Cristo Redentor, a principal catedral cristã ortodoxa de Moscovo, uma espécie de oração à virgem Maria para "livrar a Rússia de Putin". Três delas foram detidas e condenadas, em agosto, a dois anos de prisão.
Questionada sobre o assunto, Suu Kyi afirmou não ver razão para que as pessoas não possam cantar tudo o que quiserem, a não ser que, disse em tom de brincadeira, “que cantem muito mal”.
Numa conferência, a líder da oposição birmanesa, que hoje foi recebida na Casa Branca pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considerou que a luta pela liberdade de expressão, os direitos humanos e a convivência entre religiões exige muita perseverança.
Suu Kyi referiu-se também às tensões étnicas entre a maioria budista e comunidades muçulmanas, que fazem perigar a transição democrática na Birmânia.
"Creio que a semente do ódio é o medo e é o medo que leva a odiar”, opinou Suu Kyi, que na quarta-feira recebeu em Washington a medalha de ouro do Congresso, a mais alta distinção civil nos Estados Unidos.
NV.

















