actualizado: Sat, 22 Sep 2012 06:13:00 GMT | de Lusa

BE: Mesa Nacional reúne-se hoje para debater situação política e preparar VII Convenção

A Mesa Nacional do BE reúne-se hoje para debater a atual situação política e também eventuais alterações aos estatutos do partido na VIII Convenção, que decorre a 10 e 11 de novembro.


Os militantes do Bloco de Esquerda (© E-D)

Os militantes do Bloco de Esquerda (E-D) Helena Carmo, Sara Goulart, Adelino Fortunato, João Madeira, Margarida Santos e Daniel Oliveira apresentam uma moção à VIII Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, 20 setembro 2012, na sede do partido, Lisboa, 20 de setembro de 2012. JOÃO RELVAS / LUSA

Lisboa, 22 set (Lusa)- A Mesa Nacional do BE reúne-se hoje para debater a atual situação política e também eventuais alterações aos estatutos do partido na VIII Convenção, que decorre a 10 e 11 de novembro.

Em cima da mesa vai estar a preparação da reunião magna dos bloquistas, naquela que será a última reunião da Mesa Nacional (órgão máximo entre convenções) antes da VII Convenção e quando já são conhecidas as duas moções de orientação política, que estão em desacordo quanto à futura liderança do partido.

Na reunião da Mesa Nacional será também discutida a atual situação política, após terem sido apresentadas pelo Governo nas últimas semanas novas medidas de austeridade, que suscitaram divergências por parte do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, também líder do CDS-PP.

A Moção A, afeta à direção de Francisco Louçã, que na próxima Convenção abandona esse lugar, propõe que os dois primeiros nomes da lista para a Mesa Nacional sejam "um homem e uma mulher" e que serão "os representantes políticos e institucionais do BE e coordenarão a sua Comissão Política".

Para essa coordenação partilhada do partido, a atual direção aponta os nomes dos deputados João Semedo e Catarina Martins.

Já a Moção B, que reúne vários bloquistas, como Daniel Oliveira ou Helena Carmo, tece várias críticas "à falta de democracia interna" e a esta liderança a dois do partido.

"O modelo de um único coordenador "tem sido eficaz, garantindo uma referência estável no quadro exigente de solicitações do atual contexto político. Não se vislumbram justificações para alterar este modelo, que deve proporcionar ainda um quadro de funcionamento ao nível da direção política que ultrapasse tradicionais mecanismos de equilíbrio representativo confinados às correntes fundadoras", defendem os subscritores da Moção B.

Estes bloquistas dizem que a democracia interna no partido "não se pode resumir a uma liturgia formal apenas com o objetivo de legitimar e entronizar direções" e querem que "a hegemonia partilhada entre correntes [PSR, UDP e Política XXI] que serviu para construir o BE deve ser ultrapassada".

Os apoiantes da Moção B consideram ainda "indispensável proceder a alterações aos regulamentos eleitorais e a alguns pontos dos estatutos do BE" para "limitar o voto por correspondência às situações de ausência e de doença justificadas, garantir o acesso sem restrições aos cadernos eleitorais e enquadrar a isenção de quotas" e querem que "o exercício de funções de coordenação ou participação em secretariados, mas não em funções de direção política", seja "limitado no tempo".

ATF.

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