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actualizado: Thu, 14 Feb 2013 22:46:50 GMT | de Lusa

Camarate: Nuno Melo recomenda audição de quem autorizou venda de armas ao Irão

O eurodeputado Nuno Melo recomendou hoje que a comissão de inquérito a Camarate oiça os membros do gabinete do Estado Maior das Forças Armadas e a direção de armamento que autorizaram "ilegalmente" a venda de armamento ao Irão.


Jose Sena Goulao/LUSA

Jose Sena Goulao/LUSA

Em causa está a venda de armas ao Irão autorizada por aquelas estruturas a 9 de dezembro de 1980, após a morte no dia 4 de dezembro do então ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e do primeiro-ministro do Governo da Aliança Democrática (AD), Francisco Sá Carneiro, que viajavam a bordo de um avião que caiu em Camarate.

O eurodeputado Nuno Melo foi hoje ouvido na atual comissão de inquérito a Camarate na qualidade de presidente da VIII comissão de inquérito, que concluiu no seu relatório final, aprovado em 2004, sem votos contra, que a queda do avião Cessna a 4 de dezembro de 1980 foi provocada por um engenho explosivo a bordo, admitindo um ato de natureza criminosa.

Na sua intervenção inicial, Nuno Melo referiu-se à "cronologia factual" que o "impressionou muito" relativamente à venda de armamento e ao papel de Adelino Amaro da Costa, que em 1980 e através de uma resolução aprovada em Conselho de Ministros, retoma as competências sobre o negócio de armamento que estavam na esfera militar.

Adelino Amaro da Costa, que foi o primeiro civil a ser ministro da Defesa depois do 25 de Abril de 1974, impede, ao reaver essas competências, negócios de armas com a Guatemala, a Argentina e a Indonésia, apontou Nuno Melo.

A cronologia que "impressionou" o eurodeputado começa em 2 dezembro de 1980, data em que o ministro da Defesa questiona e pede com urgência ao gabinete do Estado Maior das Forças Armadas informações sobre a exportação de armamento para o Irão, morre no dia 4 de dezembro e no dia 5 de dezembro o gabinete do Estado Maior das Forças Armadas "emitiu uma informação" declarando que os assuntos com negócios de armamento voltavam à competência do diretor nacional de armamento.

A 9 de dezembro é autorizada a venda de armamento ao Irão, que volta a ser autorizada a 22 de janeiro de 1981, assinalou.

"A competência de um ministro é transferida ilegalmente para o diretor nacional do armamento", afirmou Nuno Melo.

"No mínimo chamaria quem neste gabinete do Chefe do Estado-maior emitiu a informação e autorizou a venda de armas", afirmou, tendo sido questionado por vários deputados quem, na sua opinião, deveria ser ouvido pela atual comissão de inquérito.

O eurodeputado sublinhou por diversas vezes a questão do Fundo de Defesa do Ultramar, que em 1980 ainda funcionava quando a guerra colonial havia terminado com o 25 de Abril, considerando que é "um imperativo de verdade que neste Parlamento, porque mais ninguém o fará, descobrir o que se passou com o fundo".

"As contas do fundo estavam sob responsabilidade do Chefe de Estado Maior das Forças Armadas", afirmou, sendo que em 1978, 79 e 80 não as aprovou, existindo "contas não reguladas", uma "espécie de saco azul", nomeadamente no Banco de Angola.

Nuno Melo sugeriu igualmente que fossem chamadas para audição os dois inspetores da Inspeção Geral de Finanças que em 2004 elaboraram o relatório que concluiu pelo desaparecimento de 40 milhões de euros do Fundo de Defesa do Ultramar, em 1980.

"Eu pediria que esta inspeção seguisse o seu curso e continuasse a avaliar os documentos. Chamaria a depor todas as pessoas que os inspetores neste relatório sugerem ser ouvidas, as que tiveram intervenção nos factos e disseram que não se lembravam e as que não foram ouvidas", afirmou.

ACL. // SMA

2Comentários
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Parem com o iguismo sem fundamento que esta arraigado no sentimento de posse da nova geração de Politicos Portugueses. Estão a criar uma sociedade de sentimentos egoistas pela posse de  bens, e isto fica claro que não desejam compartilhar as vossas coisas, seja o que for que voz pertença, não a salvação possivel para 2013.

 

A honestidade é um dos elevados predicados do espirito, sendo assim, pois, é um sentimento altamente positivo comprirem as vossas palavras. Pela propria definição lexica, ser honesto é ser um povo digno, reto, decente, probo, puro e integro, enfim, virtuoso.

 

Não sofram em função do bem e da felicidade alheia. Porque este sofrimento voz caractriza como inveja, na sua razão de ser, no seu cerne moral, que vai corroendo o vosso coração de inveja é como um acido que coroi o metal. É como a ferrugem que ataca e destroi o ferro.

 

Realmente não comprendo o povo Portugues, continuo admirado com as Noticias que oiço. Tenho muitos anos de Portugues, não me lembro de uma governação de saque aos bens dos cidadãos.

 

A Historia serve para recordar. Sera que os Portugueses tem a memoria tão fraca? Quem não se lembra das derapagens das Obras Publicas e dos seus Montes Alentejanos, em que o Presidente na altura comandava o país? O fecho das grandes Fabricas, vendidas ao desbarato? As cargas Policiais, contra o povo?

 

O povo Portugues vive na penuria, para que muitos amigos do Presidente enriquecessem a ****sta  dos dinheiros Publicos das Auto-Estradas que ****staram 10 vezes mais do que o previsto da sua Governação no passado.

 

São sempre os mesmos que hoje novamente estão a derigir os destinos deste povo. É vergonhoso e desumano o contraste entre esses desafortunados Portugueses e dos seus opulentos e peraltas “representantes”. “Cada povo tem o governo que merece”!

 

Não resta duvida que esta miseria social, moral, politica e economica, cronica, que envade os Portugueses/as; são o frutos da ingnorancia do povo e da sua inresponsabilidade social, por elegerem como representantes individos improbos que desviam até as famintas prestações sociais dos pobres, que são destinadas para debilitar a fome e a miseria dos pobres.

 

Todos os dias somos bombordiados pelos meios de comunicação, mostrando, diariamente, os atos imorais e impones de muitos politicos desta natureza. Sem falarmos das falcatruas que são acobertadas que não chegam ao “conhecimento” do Publico. Mas, só sabemos o que vem à tona, é o suficiente para nos causar o desabono e o descredito na maioria destes representantes, eleitos por nos.

 

Muitos dos operarios que antes exerciam os trabalhos no interior das empresas, com carteiras assinadas, saude, infantarios para os filhos, hoje mais do que nunca acabam de se contentar em exercer um trabalho informal, que muitas das vezes em suas casas, com o auxilio de toda a familia.

 

A honestidade é um dever de toda criatura que deseja sempre o bem e o melhor para si e seus semelhantes. Ela deriva da aplicação do livre-arbítrio sempre dirigido para o ****mprimento de nossos deveres, impostos pelo nosso já elevado grau de espiritualidade. Para isso, precisamos ser sinceros ao nosso “eu” superior. Trata-se de uma honestidade absoluta, bem mais importante que a simples seriedade em assuntos financeiros.

 

A luta continua

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Stop the baseless iguismo this ingrained sense of ownership in the new generation of Portuguese Politicos. They are creating a society of selfish feelings for possession of property, and it is clear they do not wish to share your things, whatever that voice belongs, not salvation possible for 2013.

Honesty is one of the predicates of high spirit, so it is a very positive feeling comprirem your words. By lexical own definition, be honest is to be a people worthy, upright, decent, honest, pure and integral, finally, virtuous.

Do not suffer due to the good and happiness of others. Because this suffering voice caractriza as envy, its reason for being, at its core morals that will erode your heart of envy is like an acid that coroi metal. It is like rust that attacks and destroys the iron.

Really not comprendo the Portuguese people, I remain amazed at the news I hear. I have many years of Portuguese, I do not remember a governance drawing to property of citizens.

The History serves as a reminder. Sera that the Portuguese have the memory so weak? Who does not remember derapagens of Public Works and its Hills Alentejo, where the President at the time ran the country? The closure of large Factories, sold to cheaply? Loads Police against the people?

The Portuguese people live in poverty, so many friends of President enrich the expense of public money of Highways that cost 10 times more than expected from its Governance in the past.

Are ever the same again today that are derigir destinations this people. It is shameful and inhuman contrast between these unfortunate Portuguese and their opulent and mischief "representatives". "Every nation has the government it deserves"!

There is little doubt that this misery social, moral, political and economic, Chronicles, which the Portuguese envade / the; ingnorancia are the fruits of the people and their social inresponsabilidade, by electing representatives individos improbos that deviate to the benefit of the hungry poor, who are meant to weaken the hunger and misery of the poor.

Every day we bombordiados the media, showing the daily and immoral acts impones many politicians of this nature. Without speaking of the shenanigans that are not covered up to reach the "knowledge" of the Public. But we only know what comes up, is enough to cause us to discredit and discredit the majority of these representatives, elected by us.

Many of the workers who exercised before work inside companies with portfolios signed, clinics, kindergartens for children, today more than ever just be content to play an informal work, which often in their homes, with the help the whole family.

Honesty is a duty of every creature that always want good and best for themselves and their peers. It derives from the application of free will always directed toward the fulfillment of our duties, imposed by our already high level of spirituality. For this, we need to be sincere in our "I" superior. It is an absolute honesty, far more important than the simple earnestness in financial matters.

The struggle continues
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