Cavaco Silva analisa resposta à crise da zona euro e "situação portuguesa" em Conselho de Estado

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O Presidente da República, Cavaco Silva (E), e o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho (3D), durante a reunião do Conselho de Estado, esta tarde no Palácio de Belém, 25 outubro, em Lisboa. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Lisboa, 20 set (Lusa) – O Presidente da República reúne hoje o Conselho de Estado para analisar a crise da Zona Euro e a situação nacional, marcada pela contestação à Taxa Social Única e pelo clima de instabilidade na coligação governativa.
A reunião do órgão político de consulta do Presidente da República foi anunciada na passada sexta-feira, uma semana depois de o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ter anunciado novas medidas de austeridade para 2013, na sequência da quinta avaliação da `troika´ ao Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
O anúncio do aumento das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social de 11 para 18 por cento e da redução da taxa devida pelas empresas de 23,75 para 18 por cento foi a medida que suscitou mais contestação junto da maioria dos setores políticos e sociais.
A reunião do Conselho de Estado está marcada para a 17:00, no Palácio de Belém, e contará, na primeira parte, com a presença do ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar.
Na quinta-feira, as direções do PSD e CDS-PP reuniram-se - sem os líderes Passos Coelho e Paulo Portas -, a pedido dos sociais-democratas, para "clarificar a relação entre os partidos da coligação", que consideraram ter sido "afetada" pelas decisões dos órgãos internos do CDS-PP.
Em causa estavam as declarações que o líder do CDS-PP, Paulo Portas, fez no passado domingo, assumindo que discordou das alterações à Taxa Social Única e que defendeu “outros caminhos”. Portas, que na oposição fez da recusa de mais impostos uma bandeira, afirmou que não bloqueou a decisão para evitar uma crise nas negociações com a `troika´ e uma “crise de Governo”.
No comunicado conjunto que saiu da reunião de quinta-feira, PSD e CDS-PP reafirmaram o seu empenho numa "coligação forte" e num "governo coeso", e anunciaram que vai ser criado um Conselho de Coordenação da Coligação para "melhorar os níveis de articulação entre as direções dos partidos, os grupos parlamentares e o Governo".
À porta do Palácio de Belém, à hora do Conselho de Estado, está prevista a realização de uma vigília organizada pelos promotores das manifestações de sábado passado e que vai ser replicada em vários pontos do país.
A reunião de hoje do Conselho de Estado é a terceira que Cavaco Silva convoca em período de debate orçamental e a nona desde que é Presidente da República.
A última reunião deste órgão aconteceu no ano passado, a 25 de outubro, quando Cavaco Silva reuniu os conselheiros de Estado para os ouvir sobre “Portugal no contexto da crise da Zona Euro”, já com o país vinculado ao programa de ajuda externa, uma semana antes do início da discussão do Orçamento do Estado para 2012, que previa a suspensão dos subsídios de férias e de Natal para a administração pública.
Integram o órgão político de consulta do Presidente da República 19 membros: cinco eleitos pela Assembleia da República (entre os quais o líder do PS, António José Seguro), cinco designados pelo chefe de Estado e nove por inerência dos cargos que desempenham ou que ocuparam, entre eles o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
SF/SMA (VAM).
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Sr. PR, piegas-mor.
O povo está atento ao que se vai passar neste CE. Lembre-se que se o sr. sente difikuldades com duas reformas que no seu conjunto totalizam cerca de 10.000 euros, que dirão os que levam menos de 500 ou 600 ou qualquer valor abaixo dos 1000 euros para casa, que têm as suas famílias e as despesas mensais para pagar, e isto sem aprofundar outras despesas mais específicas.
O povo vai estar atento.





















