É preciso redescobrir o humanismo e a solidariedade nestes tempos adversos - Cavaco Silva

É preciso redescobrir o humanismo e a solidariedade nestes tempos adversos - Cavaco Silva

Lisboa, 14 set (Lusa) - O Presidente da República afirmou hoje que, "num país que atravessa tempos tão adversos", é preciso "redescobrir" o "humanismo e a solidariedade", acrescentando que "a riqueza só faz sentido se colocada ao serviço do bem comum".

"Num mundo marcado por tantas carências, num país que atravessa tempos tão adversos, os valores do humanismo e da solidariedade têm de ser redescobertos. Cada qual tem um imperativo para com os outros, sobretudo quando pode, de facto, fazer a diferença, num mundo em que convivemos com situações a que, como seres humanos, não podemos ficar indiferentes", afirmou Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente falava durante a cerimónia da entrega do Prémio Champalimaud 2012, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Cavaco Silva invocou a memória de António Champalimaud, que "quis legar" ao "seu país, aos pais dos seus pais", uma fundação "que tem um só propósito, melhorar a qualidade de vida dos seres humanos".

"Este é um exemplo admirável, que deveria servir de modelo e fonte de inspiração", disse o chefe de Estado, acrescentando que "a riqueza só faz sentido se colocada ao serviço do bem comum, só assim dignifica os que a possuem".

O Presidente da República sublinhou que António Champalimaud nunca "renegou" Portugal e que o país era "a razão de ser do seu inconformismo".

"Nunca se conformou com a mediania, ambicionou sempre mais e melhor para a sua pátria", acrescentou.

Para o Presidente, "ao longo destes anos, o trabalho desenvolvido pela Fundação Champalimaud mostra que esta instituição já não é um sonho nem sequer uma promessa, é uma realidade viva, palpável, que já melhorou a vida de milhares de vidas", o mesmo acontecendo com os distinguidos este ano com o prémio da organização, "dois projetos que melhoram a vida de milhares de vidas".

Com a atribuição destas distinções, este ano, "uma vez mais a Fundação Champalimaud mantém-se fiel aos princípios que animaram o seu fundador: o dinamismo, a inovação, o culto da excelência, o humanismo universalista", considerou Cavaco Silva.

O Presidente da República, que dirigiu uma "palavra de profundo apreço" a "todos os que trabalham" na fundação, sublinhou que a sua presença nesta cerimónia "assinala a gratidão de Portugal inteiro ao exemplo filantrópico do fundador desta instituição e ao trabalho desenvolvido pela sua presidente [Leonor Beleza] e pela sua equipa".

"O trabalho que aqui é feito não serve apenas os portugueses, serve a humanidade inteira", sublinhou.

MP

Lusa/Fim