Maomé/Filme: EUA vão manter-se "firmes contra a violência" - Obama

Maomé/Filme: EUA vão manter-se "firmes contra a violência" - Obama

Washington, 14 set (Lusa) - Os Estados Unidos vão "manter-se firmes" contra a violência anti-norte-americana no mundo muçulmano, disse o presidente Barack Obama, quando assistia ao regresso dos corpos de quatro norte-americanos mortos na Líbia.

"O seu sacrifício não será esquecido, os responsáveis pelo que sucedeu vão prestar contas. Vamos manter-nos firmes face às violências contra as nossas missões diplomáticas", afirmou Obama durante uma cerimónia num hangar da base aérea de Andrews, nos subúrbios leste de Washington.

O embaixador dos EUA na Líbia Chris Stevens, o oficial de informações Sean Smith, e os antigos fuzileiros Tyrone Woods e Glen Doherty, foram mortos quando uma multidão atacou e incendiou na terça-feira o consulado em Benghazi (leste), em protesto contra um filme de origem norte-americana que denigre a imagem do profeta Maomé e o Islão.

Os corpos foram retirados do avião militar C-17, que os transportou desde Tripoli, por sete fuzileiros em uniforme, com os caixões cobertos pela bandeira norte-americana.

Uma banda acompanhou a cerimónia e entoou música fúnebre, enquanto os caixões eram colocados no hangar frente aos familiares e responsáveis oficiais presentes na cerimónia.

Após citar uma passagem da Bíblia, Obama referiu que os "quatro patriotas americanos amavam o seu país e serviram-no com distinção".

"Não abraçaram apenas o ideal norte-americano, viveram-no, personificaram-no, com coragem, esperança e, sim, com idealismo, essa decisiva crença americana de que podemos deixar este mundo um pouco melhor do que antes", sublinhou.

Antes, a secretária de Estado Hillary Clinton tinha referido que "o povo do Egito, da Líbia, do Iémen e da Tunísia não trocou a tirania de um ditador pela tirania de uma multidão".

"Hoje, trouxemos para casa quatro norte-americanos que deram as suas vidas pelo país e pelos nossos valores", frisou.

No quarto dia de violentos protestos anti-EUA no Médio Oriente, África e Ásia, a chefe da diplomacia da Casa Branca apelou ainda à calma.

"Os líderes e as pessoas responsáveis nesses países precisam de fazer tudo ao seu alcance para restabelecer a segurança e fazer comparecer perante a justiça os responsáveis por esses atos. (...) O fundamental é que a América continua e liderar o mundo e devemos isso a estes quatro homens, para prosseguir o longo e difícil trabalho da diplomacia", sublinhou.

PCR.

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