António José Seguro afirma não desejar nenhuma crise política em Portugal

António José Seguro afirma não desejar nenhuma crise política em Portugal

Faro, 15 set (Lusa) - O secretário-geral do PS disse na sexta-feira à noite, em Faro, que não deseja nenhuma crise política em Portugal e sublinhou que compete ao Governo manter as condições políticas que permitam resolver os problemas dos portugueses.

"Nós não desejamos, nem queremos nenhuma crise política em Portugal. O Governo dispõe de maioria absoluta para governar, compete ao Governo manter essas condições políticas e tem a obrigação de resolver os problemas dos portugueses", afirmou António José Seguro.

O líder socialista falava num convívio organizado pelo PS/Algarve, em Faro, aonde chegou cerca das 22:00, duas horas depois da hora marcada para o início do evento, realizado ao ar livre, no Largo do Mercado.

Discursando perante uma plateia de poucas centenas de pessoas, afirmou que será "intransigente" na defesa da relação entre os trabalhadores e as empresas, reiterando a sua discordância com a descida da Taxa Social Única (TSU) para estas.

António José Seguro lamentou que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tenha insistido em manter aquela medida, mesmo tendo já sido contestada por empresários, trabalhadores e pelo principal partido oposição.

"Porque é que o primeiro-ministro insiste? O que está por trás desta proposta que não o faz olhar o país, compreender os portugueses e reconhecer que esta é uma medida injusta, inútil e que nos indigna tanto?", questionou.

O líder do PS acusou ainda o Governo de "incompetência" na execução do orçamento, lamentando que o facto de o país ter agora mais tempo para corrigir o défice orçamental não tenha aliviado a situação das famílias.

"É que eu pedia mais tempo para aliviar os sacrifícios dos portugueses e neste momento foi dado mais tempo a Portugal para compensar e corrigir os erros do Governo", referiu.

António José Seguro assegurou ainda que o partido pretende continuar no rumo da "responsabilidade" e da "seriedade", honrando os seus compromissos e apresentando propostas alternativas.

"Nós não somos a oposição do bota abaixo, nós não somos a oposição do quanto pior melhor, nós não somos a oposição que tudo critica e nada propõe, não. Nós somos a oposição séria, que ambiciona ajudar a resolver os problemas de Portugal e a solucionar os problemas dos portugueses", sublinhou.

MAD.

Lusa/fim.