
Berta Cabral rejeita vinda do navio Atlântida para o Arquipélago dos Açores
Ponta Delgada, 15 set (Lusa) - A candidata do PSD à presidência do Governo dos Açores, Berta Cabral, rejeitou hoje qualquer possibilidade de o navio Atlântida vir para o arquipélago, embora pretenda criar ligações marítimas diárias entre as ilhas durante todo o ano.
"O navio Atlântida, se não respeita o caderno de encargos, não pode ser aceite naqueles moldes", afirmou Berta Cabral em entrevista à Lusa, alegando que a sua missão é "defender os Açores e, se o barco não serve os Açores, não vem para os Açores".
O Atlântida foi encomendado pelo Governo Regional socialista aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, mas, por incumprimento da velocidade definida no caderno de encargos, o navio nunca chegou aos Açores, permanecendo desde 2009 à espera de um comprador.
Para a candidata social-democrata às eleições regionais de 14 de outubro, não há pressões que a façam calar quando é preciso defender os interesses dos Açores, frisando que também ninguém pode calar "os outros representantes políticos, que estão a defender as suas populações", numa alusão ao autarca de Viana do Castelo.
"No PSD, somos extremamente democráticos e tolerantes neste aspeto e aceitamos que cada um faça a sua obrigação e cumpra a sua missão", frisou.
Berta Cabral salientou que o modelo de desenvolvimento económico que pretende para os Açores contempla o reforço do transporte marítimo, com ligações diárias todo o ano entre seis das nove ilhas açorianas (S. Miguel, Terceira, Graciosa, S. Jorge, Pico e Faial).
"Hoje em dia nós temos dois barcos durante mais de metade do ano, mas preferimos um barco durante todo o ano que ofereça regularidade e permita a construção da região económica e do mercado interno", afirmou, acrescentando que "não é importante" saber se o navio é da região ou é fretado, mas sim "concessionar o serviço".
RME.
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