Austeridade também afeta o "querido mês de agosto" dos artistas portugueses

Austeridade também afeta o "querido mês de agosto" dos artistas portugueses

Lisboa, 29 jul (Lusa) - O mês de agosto está próximo e com ele o calendário mais intenso de espetáculos de música popular pelo país, mas este ano a crise sente-se com maior impacto, admitiram músicos e agentes à agência Lusa.

"Fazem-me essa pergunta todos os anos. Não é de agora, mas faz-se o seguinte: Em vez de receber dez, recebo seis e baixa-se a bolinha. Está difícil, a concorrência não ajuda, mas tem de se andar para a frente", afirmou o músico Quim Barreiros.

Porém, o acordeonista minhoto, 65 anos, que anda há quase 40 a cantar músicas populares, admite que não se pode queixar muito da crise, porque vai tendo a carteira de espetáculos preenchida, a partir da páscoa até ao final do verão.

Só em agosto, o mês mais forte com espetáculos de rua promovidos por autarquias e comissões de festas, Quim Barreiros terá "vinte e tal festas".