Dirigentes do CDS-PP convergem em apelo para reconsideração de redução da TSU – Pires de Lima

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O líder do CDS/PP, Paulo Portas (D) acompanhado por António Pires de Lima (E), durante uma reunião do conselho nacional do CDS/PP. no Porto, 15 setembro 2012. RICARDO CASTELO / LUSA
Porto, 15 set (Lusa) - O presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP afirmou que vários dirigentes convergiram hoje num apelo ao primeiro-ministro para que reconsidere a redução da TSU para as empresas, sublinhando que o partido nunca a defendeu.
Antes do conselho nacional, António Pires de Lima disse também aos jornalistas que da reunião da comissão política, que decorreu entre as 11:00 e cerca das 15:00, no Porto, saiu "uma manifesta consensualização" de que o país não vive "tempos" em que possa ser "confrontado uma crise política".
"Aquilo que nós, muitos dirigentes, pedimos, não é uma posição oficial deste conselho nacional, consideramos que seria útil, em nome do que era a bondade desta medida, que não nos parece muita, que houvesse uma reconsideração desta medida", afirmou António Pires de Lima aos jornalistas.
Quando questionado sobre o aval à medida dado pelo presidente do CDS e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, Pires de Lima respondeu não querer "entrar nessa polémica".
"Acho que toda a gente tem a noção de que a posição do CDS nesta matéria não é propriamente nova. Nunca viram o CDS ao longo dos últimos anos defender uma redução da Taxa Social Única para aumentar a competitividade da economia portuguesa e muito menos à custa dos trabalhadores", defendeu.
Pires de Lima reiterou o argumento de que os benefícios da redução da TSU para as empresas são "marginais" relativamente à criação de emprego e captação de investimento e está totalmente desligada da consolidação orçamental.
"Creio que ao longo deste conselho nacional e como corolário deste conselho nacional acabaram por sair propostas concretas ou, pelo menos, linhas de orientação concretas, que não adiantarei agora, é preciso ouvir todos os conselheiros, relativamente ao processo de consolidação orçamental que se tem de fazer no próximo ano e em relação a esta medida da Taxa Social Única", reiterou.
O presidente da mesa do conselho nacional defendeu a importância de que "o próximo Orçamento do Estado possa continuar a congregar os portugueses e a ser um fator de coesão social, apesar das dificuldades e dos sacrifícios que estão a ser pedidos".
Pires de Lima quis "desdramatizar as divergências de opinião entre dois partidos diferentes" e insistiu que o CDS não alimentará "uma crise política a acrescentar às dificuldades" do país.
ACL.



















