Bancos portugueses vão ser motor do crescimento económico - Presidente da APB

Bancos portugueses vão ser motor do crescimento económico - Presidente da APB

Lisboa, 22 jul (Lusa) - A banca portuguesa está preparada para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico, constituindo-se como o seu motor, defendeu em declarações à agência Lusa Faria de Oliveira, presidente da APB.

"A banca portuguesa vai estar na primeira linha do apoio ao crescimento económico e constituir-se como o seu motor, apoiando a exploração corrente das empresas, os investimentos para a sua modernização e os novos investimentos, designadamente no setor dos bens transacionáveis", afirmou o líder da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

"A concessão de crédito às empresas com balanços saudáveis, às empresas competitivas e inovadoras, às que apresentam bons projetos, é uma das funções principais que a banca cumpre", considerou.

Os bancos devem ainda dar o seu contributo para a criação de instrumentos de recapitalização das empresas, no capital de risco (semente, 'mezanine' ou de desenvolvimento), no incentivo ao acesso e utilização do mercado de capitais, como por exemplo através da emissão de obrigações, e, "muito em especial, nos mecanismos de reestruturação financeira das empresas", sublinhou Faria de Oliveira.

Estes mecanismos, na sua opinião, "serão de grande importância no desenvolvimento de um novo e saudável modelo de crescimento económico", que "depende da capacidade empresarial, da eficiência geradora de maior competitividade e de inovação. E, claro, pela capacidade de financiamento da economia".

Para tal, sublinhou, "os bancos portugueses, numa conjuntura adversa, com maiores exigências regulatórias e grande rigor no que respeita à gestão do risco e, ainda, com o agravamento das suas condições de exploração, estão preparados para financiar a economia e contribuir para a estabilidade do sistema e para o crescimento económico".

Isto, porque recentemente os bancos "reforçaram a sua solvabilidade, aumentando os rácios de capital e deram prioridade ao provisionamento e registo de imparidades, e a sua liquidez melhorou significativamente", frisou.

DN.

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