Chineses querem indemnização de 2,4 mil milhões da GM por causa da falência da Saab

Chineses querem indemnização de 2,4 mil milhões da GM por causa da falência da Saab

Zeewolde, Holanda, 6 ago (Lusa) - A empresa holandesa Spyker colocou hoje uma ação nos tribunais norte-americanos pedindo uma indemnização de três mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros) à General Motors, acusando-a de levar à falência a marca sueca Saab.

"A ação judicial pede uma indemnização à General Motors (GM) porque esta tentou evitar a concorrência da Saab Automobile no mercado chinês", afirmaram em comunicado os acionistas da empresa holandesa com sede em Zeewolde, citada pela Associeted Press.

A Spyker, empresa holandesa de capitais chineses que tentou comprar a Saab no ano passado quando estava sob custódia do tribunal, acabou por ter de abortar o negócio com o administrador judicial Guy Lofalk porque a norte-americana General Motors, antiga proprietária da marca sueca, não autorizou a operação.

O gigante norte-americano referiu, na altura, que não estava disposto a ceder os direitos sobre a tecnologia dos carros por recear que os novos acionistas chineses viessem a utilizar as patentes no mercado chinês onde a General Motors está a apostar forte.

Perante a impossibilidade de a Spyker poder construir automóveis Saab com a autorização de patentes da GM, o administrador judicial viu-se obrigado a declarar a falência da marca sueca.

A Spyker, através da sua subsidiária na Suécia, a Swedish Automobile (SWAN), tinha-se comprometido a comprar a empresa por 100 milhões de euros e pretendiam investir 610 milhões de euros a partir de 2012.

Os novos acionistas chineses aspiravam vender entre 35.000 e 50.000 automóveis em 2012, 78.000 a 86.000 em 2013 e cerca de 200.000 em 2016, um terço na China, onde também se fabricariam carros, mas mantendo a unidade de Trollhättan, na Suécia.

A Saab Automobile suspendeu o pagamento a fornecedores e trabalhadores pela primeira vez em fevereiro de 2009 e permaneceu sob administração judicial até ser decretada a falência, apesar de um empréstimo de 400 milhões de euros de Banco Europeu de Investimento, com o aval do governo sueco, e outras injeções de capital.

AJG

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