
FMI quer ajustamento maioritariamente pelo lado da despesa apesar da decisão do TC
Washington, 17 jul (Lusa) - O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje que a manutenção da composição do ajustamento orçamental deve ser feita maioritariamente do lado da despesa, mesmo após a decisão do Tribunal Constitucional sobre os cortes nos subsídios.
Numa teleconferência com jornalistas, em que sublinhou a "surpresa" do FMI em relação à decisão do Tribunal Constitucional de declarar inconstitucional o corte dos subsídios de Natal e férias a funcionários públicos, Abebe Selassie afirmou aguardar propostas do governo para compensar esta sobrecarga da despesa pública prevista.
Em relação à composição do ajustamento orçamental, o FMI "tem a mente aberta", mas "sublinha que economicamente seria importante manter tanto quanto possível" a composição dos cortes: um terço do lado da receita e dois terços pelo lado da despesa.
Para Selassie, que foi ainda questionado sobre a possibilidade de voltar a permitir medidas extraordinárias para cumprir os objetivos deste ano caso as contas públicas continuem sem encarrilar, este tipo de recursos são de evitar porque não permitem recuperar a confiança dos investidores, apenas "mascarando o desempenho subjacente" da economia.
Em alternativa, defendeu, o governo deve optar por "medidas duradouras a nível orçamental".
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