
Trabalhadores da Função Pública aprovam moção contra corte de subsídios
Lisboa, 22 jun (Lusa) - A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública aprovou hoje, por unanimidade, uma moção contra "o roubo" dos subsídios de férias e de Natal.
A resolução, aprovada junto ao Tribunal Constitucional, exige a este tribunal que "passe a assumir a defesa dos princípios e comandos da Constituição da República Portuguesa".
Exige ainda ao mesmo tribunal que decrete a inconstitucionalidade do "roubo" dos subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores da Administração Pública".
A moção será agora entregue no Tribunal pela comissão executiva da Federaçao composta, entre outros, pela coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.
Centenas de trabalhadores da administração central do Estado iniciaram hoje, pelas 15:20, uma marcha de protesto rumo a São Bento, a residência oficial do primeiro-ministro, reclamando a reposição dos subsídios de férias.
A marcha arrancou no Príncipe Real e seguiu para o Tribunal Constitucional, onde foi lida e entregue uma resolução destinada a exigir a reposição dos subsídios de férias e de Natal.
Palavras de ordem como "não e não ao roubo dos subsídios" e "o subsídio é nosso" são as mais ouvidas no protesto, no qual os trabalhadores exibem faixas e cartazes alusivos aos santos populares (festa que se assinala em várias cidades do país ao longo de junho), e que pintam de verde e vermelho esta marcha.
Esta iniciativa, promovida pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, serve ainda para protestar contra os despedimentos e as "falsas rescisões amigáveis, a adaptabilidade dos horários de trabalho, com o aumento de duas horas por dia e de 50 horas por semana, e a mobilidade forçada".
Os manifestantes vão até à residência oficial do primeiro-ministro, onde dirão a Passos Coelho que "não aceitam que o Governo esteja a tirar dinheiro aos trabalhadores para dar aos bancos", segundo disse na quinta-feira à Lusa Ana Avoila, coordenadora da entidade organizadora da manifestação.
No final, para além dos discursos dos coordenadores dos diversos sindicatos da Função Pública, o protesto culminará com as intervenções de Ana Avoila e de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP.
SMS/DN
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Pois...fico pasma só terem reagido agora! agora tarde demais!!!
Os Tribunais já sabemos subscrevem tudo em prol do Governo! Realmente foi nos roubado muito dinheiro. Dinheiro esse que é 1 direito de qqer trabalhador! Mas parece que para o sr. ministro eram dispensaveis, portanto 1 luxo que a funçao publica tinha!...
Agora esta tudo parado, comércio de rastos....esperem pelo Natal, aí ainda vai ser mais evidente! E pergunto eu, será que nao previam que isto ia acontecer???? Agora fala se em mais medidas de austeridade...já nao há como tirar mais às familias. Sentimo nos asfixiados, contando todos os dias os nossos tostoes! O que há mais para tirar???
Estas politicas miseráveis, que fizeram a desgraçca de tantos, destruiçcao de familias...acho que estes senhores nao tem a noçcao daquilo que fizeram aos Portugueses!!! Sobretudo à classe média!!! Foi uma carnificina aos nossos bolsos! Os subsídios sao SIM NOSSOS POR DIREITO mas já foram! Brincam com as nossas vidas, com o nosso trabalho...é este o país triste e vergonhoso q vivemos! CALAMO NOS DURANTE MT TEMPO!!!
Estou contente, por estas Instituições estarem ao lado dos trabalhadores, aposentados e reformados. Todas as medidas que este Governo tem tomado, são medidas para arruinar tudo, Economia do País em primeiro lugar, segundo, os trabalhadores em vida activa, os que pretenderiam iniciar a sua vida laboral. Tudo está de pernas para o ar. Contudo, o nosso primeiro ministro, continua calmo e em paz com a sua consciência. Pudera, os ventos, sopram a seu favor, até já ganhou para uma bruta máquina. Os trabalhadores, nem ganham para a sua alimentação, durante 30 dias e despezas primárias. Ele, já ganhou, limpinhos aquelas centenas de milhares de €uros. Acho, que na conjuntura que estamos a atravessar, deveria era andar de bicicleta e não comprar um "Carrão". Está nitidamente, a gozar com os cidadãos a quem está a explorar.