
UE/Cimeira: CGTP considera 120 MME para investir no crescimento "muitíssimo pouco"
Lisboa, 29 jun (Lusa) - A mobilização de 120.000 milhões de euros para fomentar o crescimento é "muitíssimo pouco" para as necessidades da União Europeia, ilude a opinião pública e dá "estofo" à austeridade, considerou hoje à agência Lusa o secretário-geral da CGTP-IN.
"Esta informação de que há 120.000 milhões de euros disponíveis para dinamizar a economia, na nossa opinião, é muito pouco. Basta dizer que o PIB em Portugal anda na ordem dos 170.000 milhões de euros. Portanto, 120.000 milhões de euros para a União Europeia é muito pouco e não passa de um anúncio de uma medida que é muito pouco significativa para aquilo que nós neste momento desejávamos", disse Arménio Carlos.
Os líderes europeus acordaram na quinta-feira, em Bruxelas, no primeiro dia do Conselho Europeu que hoje prossegue, mobilizar 120.000 milhões de euros em medidas que fomentem o crescimento.
Destes, 60.000 milhões serão mobilizados através da alavancagem possível com o aumento do capital do Banco Europeu de Investimento, 55.000 milhões através da realocação de fundos não utilizados e os restantes 5.000 milhões através do projeto-piloto de "project bonds" (obrigações de projetos).
Para Arménio Carlos, as medidas anunciadas não só não travam as políticas de austeridade em curso em vários países, como lhes vêm dar "estofo" para os próximos tempos.
O secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional acrescentou que o anúncio dos 120.000 milhões de euros, para além de ser "uma coisa muito pequenina", mais não faz do que "iludir a opinião pública e baralhar e dar de novo para ficar tudo mais ou menos na mesma".
O dirigente sindical questionou os efeitos práticos de se voltar a direcionar fundos para recapitalizar a banca, depois de na madrugada os líderes da Zona Euro terem chegado a acordo sobre a possibilidade de recapitalização direta dos bancos, mas quando houver uma supervisão bancária integrada pelo Banco Central Europeu, conforme anunciou o presidente do Conselho Europeu.
"Não podemos esquecer que entre 2008 e 2011 os Estados da União Europeia injetaram 4,5 biliões de euros nos bancos. A pergunta é muito simples: o que foi feito deste dinheiro? Qual foi a dinamização que foi feita da economia? Que emprego é que criou? Todos sabemos que este dinheiro foi direcionado para limpar lixo tóxico, para pôr os bancos a fazer negócio no que respeita aos empréstimos aos Estados para dívida pública", criticou.
A CGTP-IN entende que é prioritário "criar condições para que o Banco Central Europeu empreste dinheiro aos Estados a um juro baixíssimo", para que desta forma possam incentivar o crescimento e o emprego, e "alterar completamente o princípio do Pacto de Estabilidade".
Isto porque, considera a central sindical, "não se pode comparar aquilo que não é comparável" e Portugal e Alemanha, por exemplo, não podem ser obrigados a reduzir o défice da mesma forma.
A intersindical exige também medidas de estímulo aos mercados internos, com políticas de distribuição de rendimentos diferentes, que melhorem o poder de compra dos trabalhadores e das famílias.
IMA (ACC/PPF).
Lusa/fim.







































MAIS VALE ISSO QUE NADA , MAS O QUE A « CGTP » NÃO PRETENDE É O CRESCIMENTO DA EUROPA E ESPECIALMENTE DE « PORTUGAL » POIS O QUE LHE INTERESSA É A « POLITICA DA TERRA QUEIMADA , ISTO É , QUANTO PIOR MELHOR » POIS ASSIM NÃO PODERÁ FAZER « CONTESTAÇÕES AO GOVERNO » ....
SE FOSSES TRABALHAR COMO A GRANDE MAIORIA DOS « PORTUGUESES QUE TRABALHAM OU GOSTARIA DE TRABALHAR » SERIA BEM MELHOR QUE ANDARES A VIVER EM « HOTEIS DE LUXO E A VIAJAR POR TODO O PORTUGAL » COM O SUOR DOS QUE TRABALHAM .....