actualizado: Thu, 13 Mar 2014 19:16:00 GMT | de Lusa

Envio para o parlamento de proposta com medida vetada pelo PR é "provocação" aos trabalhadores – PS

O líder parlamentar do PS considerou hoje uma "provocação inaceitável" aos trabalhadores da administração pública a decisão do Governo de enviar para o parlamento uma proposta de lei que mantém inalterado um decreto vetado pelo Presidente da República.


José Sena Goulão/LUSA

José Sena Goulão/LUSA

"Esta insistência do Governo não tem como objetivo a sustentabilidade do sistema de saúde, mas tem como objetivo e é uma provocação aos trabalhadores da administração pública, uma provocação inaceitável", afirmou o líder da bancada socialista, Alberto Martins, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Alberto Martins comentava a decisão do Governo de enviar para o Parlamento uma proposta de lei em que mantém inalterado o aumento dos descontos para a ADSE de 2,5% para 3,5% e que tinha sido vetada pelo Presidente da República.

Esta decisão, aprovada em Conselho de Ministros, ocorreu horas depois de o Presidente da República, Cavaco Silva, ter informado que vetou o diploma que altera o valor dos descontos a efetuar pelos funcionários públicos, polícias e militares, para os subsistemas de proteção social no âmbito dos cuidados de saúde, concretamente da Direção-Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE), dos Serviços de Assistência na Doença (SAD) e da Assistência na Doença aos Militares das Forças Armadas (ADM).

Recuperando um dos argumentos utilizados pelo chefe de Estado para o veto, o líder da bancada socialista sustentou que a medida que o executivo de maioria PSD/CDS-PP tem como objetivo "provocar um excedente e não garantir condições de sustentabilidade".

"Ela é adotada por razões ideológicas, uma perseguição contínua, consistente e continuada aos trabalhadores da administração pública", acrescentou Alberto Martins, antecipando o voto contra do PS à proposta de lei que o Governo agora anunciou.

VAM // SMA

1Comentar
14 mar, 2014 10:10
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Não há memória de um governo tão perse****tório dos seus trabalhadores e reformados como este é. É de um banditismo destravado e despudorado  querer fazer pagar a factura àqueles que não consumiram. Estas e outras medidas desse governo deixam um amargo de boca no povo, mesmo aquele que não é funcionário público, pois certamente não esperam  que o bom senso impere nas medidas do governo. É pena que o Presidente da República não tenha submetido a veredicto popular as políticas deste governo que têm deixado o País de rastos. O receio de criar uma situação de instabilidade no País seria mínima ou quase nula pois tudo quanto está a acontecer de positivo neste momento não tem a ver com o governo mas sim com a força do  povo e as políticas positivas da União Europeia.
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