Função Pública promete protestos onde houver iniciativas com o Governo

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Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, durante a conferência de imprensa sobre as novas medidas de austeridade do governo realizada na sede da Federação dos Sindicatos da Função Pública, Lisboa, 13 de setembro de 2012. ANDRE KOSTERS/LUSA
Lisboa, 13 set (Lusa) - A coordenadora da Federação Nacional de Sindicatos da Função Pública, Ana Avoila, afirmou hoje que vão ser realizadas manifestações de protesto onde houver iniciativas públicas com o Governo.
Em declarações à agência Lusa, a sindicalista, que falava no decorrer do protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa, disse que a concentração é uma "iniciativa de gente indignada, de delegados e dirigentes sindicais".
"Em todo o lado, e enquanto pudermos", vai haver protestos promovidos por sindicalistas afetos à CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional), assegurou.
Enquanto os manifestavam gritavam "gatuno, gatuno, gatuno", Ana Avoila mostrava a sua indignação por o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, dar uma entrevista à RTP na residência oficial e não nos estúdios da estação de televisão.
"O primeiro-ministro veio esconder-se aqui, não sei do que tem medo", afirmou.
Na opinião da sindicalista, desde que esta semana foram anunciadas novas medidas de austeridade pelo líder do Governo e pelo ministro das Finanças, há "uma grande indignação", porque são "medidas que vão deixar toda a gente de tanga".
O líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, outros dos presentes no protesto, disse que se o Governo "tivesse vergonha, demitia-se".
"Se houvesse um pouco de decoro e ética, este Governo ia-se embora", considerou.
Para além de criticar as políticas governativas, que "são más", Mário Nogueira condenou também "a atitude do Governo", dando como exemplo o facto de Passos Coelho ter anunciado que ia "dar mais um salário, mas depois saber-se que o vai tirar".
"Isso ultrapassa tudo, é uma atitude de desrespeito que não é aceitável, muito menos num primeiro-ministro", referiu.
Ana Avoila disse à Lusa que foi instalada no local uma televisão para que os manifestantes possam assistir à entrevista de Passos Coelho.
Além das palavras de ordem gritadas pelos manifestantes, dos apitos e das buzinas, há pessoas a baterem tampas de tachos, provocando um ruído ensurdecedor a escassos metros do local onde o primeiro-ministro está a ser entrevistado.
AMN.
Quando a Fúnção Publica protesta, quém é o Estádo.
A grande desgraça do Estádo é, ter a função pública a PROTESTAR.
Estes ( função publica) são o garante de um Estádo de DIREITO.
Quando o partido que é governo, consegue por a função pública a protestar,
como fica um povo que é o ESTADO.
Mas a Função Pública, é o garante de um Estádo de DIREITO, ou já não é.
Se não o é, para quê pagar impostos.


















