Fundações: PSD diz que o PS ‘pariu’ montanhas de despesa

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O líder parlamentar do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, interpela o Governo durante o debate quinzenal na Assembleia da República, em Lisboa, 11 de maio de 2012. As alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo são hoje votadas de forma global e final no plenário da Assembleia da República. MARIO CRUZ/LUSA
Lisboa, 26 set (Lusa) - O líder parlamentar do PSD acusou hoje o PS de ter parido "montanhas" de despesa e sublinhou que a poupança de 150 milhões de euros com o financiamento de fundações significa que reduz em 55 por cento essas despesas.
"Eu bem sei que houve alguém que disse que a montanha pariu um rato, mas quero dizer que a situação é precisamente o contrário. Houve um rato, leia-se um Largo do Rato [onde fica a sede do PS], que foi parindo várias montanhas, que acumuladas dão vários milhões de euros", afirmou Luís Montenegro, numa referência a declarações do líder da bancada do PS, Carlos Zorrinho.
O presidente da bancada social-democrata assinalou que, "de 2008 a 2010, o Estado gastou 820 milhões de euros com o funcionamento das fundações, gastou qualquer coisa como 275 milhões de euros por ano" e que "uma poupança de 150 milhões de euros significa um decréscimo de 55 por cento dessas despesas".
"As poupanças relativamente a essas montanhas estão a gerar receita para que o Estado possa cumprir as suas obrigações e possa manter o Estado social que muitos proclamam a funcionar", defendeu.
O PS considerou na terça-feira que "a montanha pariu um rato" no objetivo do Governo de cortar despesas com fundações e exigiu que sejam enviados para o Parlamento os estudos que estiveram na origem da proposta do executivo.
A posição foi transmitida aos jornalistas pelo líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, após o Governo ter anunciado a extinção de quatro fundações, recomendando também o encerramento de 13 entidades ligadas a instituições de ensino superior e 21 outras cuja "competência decisória" se encontra cometida às autarquias.
"O PS está muito dececionado com o resultado", porque, "durante cerca de um ano, o Governo estudou e falou das fundações, dizendo que eram das gorduras mais importantes e cujos cortes permitiriam reduzir as despesas do Estado", apontou o líder da bancada socialista.
ACL/(PMF).


















