actualizado: Mon, 24 Sep 2012 06:48:00 GMT | de Lusa

Governo divulga hoje primeira execução orçamental com novo objetivo para o défice

A Direção-Geral do Orçamento (DGO) publica hoje o boletim de execução orçamental com dados até agosto, o primeiro reporte das contas públicas desde que o Governo reviu os objetivos para o défice deste ano e do próximo.


PORTUGAL:20050322:LISBOA- A fachada do edificio da Assembleia da Republica. HUGO MARTINS/LUSA

PORTUGAL:20050322:LISBOA- A fachada do edificio da Assembleia da Republica. HUGO MARTINS/LUSA

Lisboa, 24 set (Lusa) – A Direção-Geral do Orçamento (DGO) publica hoje o boletim de execução orçamental com dados até agosto, o primeiro reporte das contas públicas desde que o Governo reviu os objetivos para o défice deste ano e do próximo.

Os números que a DGO hoje apresenta referem-se às despesas e receitas das administrações públicas nos primeiros oito meses do ano.

Portugal tinha-se comprometido este ano perante a ‘troika’ (Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional) a apresentar um défice inferior a 4,5 por cento do PIB.

No entanto, os dados da execução orçamental tornaram essa meta inviável; segundo os números oficiais, a despesa está em linha com o orçamentado, mas a receita ficou bastante aquém do esperado, essencialmente devido à quebra na receita dos impostos indiretos.

Segundo um relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental da Assembleia da República, o défice para o primeiro semestre ficou entre os 6,7 e os 7,1 por cento do PIB.

Perante este cenário, o Governo negociou com a ‘troika’ a revisão das metas orçamentais: défice nos 5 por cento para este ano e 4,5 por cento para o próximo (o memorando de entendimento previa um défice abaixo de 3 por cento do PIB já para 2013).

Aumentar as fasquias do défice não bastou, contudo, para cumprir os objetivos. O Governo anunciou ainda uma série de novas medidas de austeridade.

As mais significativas (nomeadamente as controversas alterações às contribuições para a Segurança Social, que já terão sido abandonadas) só entrarão em vigor no próximo ano. Algumas terão efeitos ainda este ano, particularmente as relativas ao aumento de impostos sobre capitais, mais-valias, transferências para paraísos fiscais e prédios urbanos com valor acima de um milhão de euros.

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou na semana passada que o Executivo vai apresentar um segundo orçamento retificativo em outubro, que deverá incorporar estas alterações.

As contas do boletim que a DGO hoje vai divulgar são calculadas em contabilidade pública (ótica de caixa). Já os números do défice considerados pela 'troika' são calculados em contabilidade nacional (ótica de compromissos).

PGR (NM).

1Comentar
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TUDO ESSO AÍ ENÇIMA ANUNCIADO SE O POVO DEIXAR , ACREDITO QUE NADA JÁERA COMO ANTES O POVO TÊM UMA PALAVRA ADIZER , BAIXAR O DEFIÇITE AUMENTAR OS IMPOSTOS , QUE O FAÇAM , MAS NAO Á ****STA DE ORDENADOS E REFORMAS ABAIXO DOS MIL EUROS , PORQUE É UMA VERGONHA QUERER FICAR BEM NA FOTOGRAFIA , Á ****STADA MISERIA DE MILHARES DE FAMILIAS , A TROIKA QUE SE LIXE
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