Hospitais da União das Misericórdias vão operar mais apesar de receberem menos

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Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, durante a conferência de imprensa realizada na sede da UMP, Lisboa, 6 de outubro de 2010. ANTONIO COTRIM/LUSA
Lisboa, 13 set (Lusa) – O presidente da União das Misericórdias Portuguesas afirmou hoje que os hospitais que operam doentes ao abrigo do programa de combate às listas de espera, e que vão receber menos por cirurgia, irão responder a esta descida “operando mais”.
Manuel Lemos falava à agência Lusa a propósito da anunciada descida do preço das cirurgias nos hospitais públicos, privados e sociais.
Em alguns casos, a descida chega aos 20 por cento, sendo que a média da redução é de 12 por cento, segundo contas de Manuel Lemos.
“A nossa forma de reagir é operar, operar, operar”, disse, acrescentando: “Se o Estado pede a nossa colaboração através de um programa para ajudar as pessoas, cá estamos para ajudar”.
Manuel Lemos reconhece que “é melhor receber mais do que menos”, mas lembra que “estamos num momento difícil para o país”.
Apesar de reconhecer que “o preço é muito baixo”, Manuel Lemos diz que as Misericórdias têm duas obrigações: “Uma é ajudar as pessoas, outra é colaborar com o Estado”.
Em dezembro de 2011, aguardavam por uma cirurgia 16.657 doentes. No ano anterior, foram operados ao abrigo do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) 457.654 doentes nos hospitais públicos e 25.274 nos hospitais convencionados (hospitais privados e no setor social).
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