Igreja Católica apela à estabilidade política e desafia governantes a ouvirem o povo

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O padre Manuel Morujão porta voz da Conferência Episcopal Portuguesa, durante uma conferência de imprensa após uma reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa realizada em Fátima, 12 de outubro de 2010. PAULO CUNHA/LUSA
Fátima, 17 set (Lusa) - Os bispos católicos apelaram hoje à estabilidade política no país, num momento socioeconómico que "está a ser difícil para muitos portugueses", defendendo que o Governo tem de ter a sabedoria para interpretar o povo que se manifestou nas ruas.
Numa nota hoje divulgada, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que reuniu esta manhã em Fátima, defende-se "a superação das legítimas divergências, num alargado consenso nacional", definindo-o como "fundamental para o país".
Já o porta-voz da CEP, Manuel Morujão, disse hoje à tarde que "a Igreja está com o seu povo e sente as suas aspirações como próprias", sublinhando que esta posição dos bispos resulta do anúncio das últimas medidas de austeridade e das manifestações de sábado.
"Convém que os nossos governantes saibam ler com sabedoria essa manifestação pública. São uma interpelação forte a quem nos governa e tem a obrigação de zelar pelo bem público", reforçou o padre.
Na nota assinada pelos bispos que integram a CEP salienta-se que "o desemprego é, certamente, um dos aspetos mais graves desta crise" e defende-se "criatividade nas empresas, caminhos ousados no financiamento" e "diálogo social" para que se consiga garantir "o direito ao trabalho".
No mesmo documento interpelam-se Governo e oposição, partidos políticos, sindicatos e associações empresariais a darem prioridade à "busca do bem comum", reforçando a ideia de que, "numa democracia adulta, as crises políticas deverão ser sempre uma exceção".
JYMC.
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"dai a césar o que é de césar e a -----------------------------". embora os apelos à concórdia e ao bom senso sejam sempre bem vindos .
Deveriam também nas suas audiências paroquiais ter um papel mais pedagógico de ensinar às pessoas que ninguèm consegue dar o que não possui (dinheiro do estado).
Isto tudo, em certa medida, tem a haver com o empenho envolvido no exercício de funções porque ou se exerce uma profissão ou se tem vocação embora para este último caso reste sempre uma saída airosa como seja o de capelão militar com hipóteses de chegar a uma das patentes do Generalato




















