Cimeira G8 em Camp David
A cimeira do G8 decorreu no passado sábado, dia 19, em Camp David, nos Estados Unidos da América. O tema que predominou a reunião foi a crise na Zona Euro e o perigo de contágio à economia global, assim como a missão aliada no Afeganistão. Temas como a energia, alterações climáticas, segurança alimentar, a transição política e económica no Médio Oriente e Norte de África fizeram, também, parte dos assuntos do dia.
Esta reunião antecede a cimeira europeia de 23 de Maio, em que os líderes deverão apresentar propostas concretas de investimento para estimular o crescimento.
O principal desafio do encontro em Camp David foi avançar uma agenda para o crescimento económico global. Este é um assunto central para os países do G8, porque são os responsáveis pela maior fatia do PIB mundial. No entanto, enfrentam a competição de economias asiáticas e latino-americanas e registam níveis elevados de desemprego. A maior dificuldade foi definir as formas desse crescimento, quando grande parte dos países está a tentar controlar o défice e quando existem poucos recursos para aumentar a despesa pública.
A cimeira foi descrita como um braço-de-ferro entre duas filosofias: austeridade contra estímulos económicos, ou seja, Angela Merkel contra François Hollande, com Obama a servir de intermediário. O presidente dos EUA está mais a favor dos ideais de Hollande.
Esta foi a primeira cimeira do G8 para o novo Presidente francês François Hollande, três dias depois de ter assumido o cargo, e para os primeiros-ministros de Itália, Mario Monti, e Japão, Yoshihiko Noda.
A reunião ficou marcada pela oposição comum contra Merkel. Mas houve outras discordâncias: David Cameron garantiu que nunca concordaria com a ideia do Presidente francês, François Hollande, de um imposto sobre transações financeiras. Ambos partilham a ideia de que o Banco Central Europeu deveria poder emitir moeda e emprestar dinheiro, tanto a bancos como a países em dificuldades.
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Conteúdo foi produzido por alunos da cadeira de Comunicação Digital do curso de Comunicação Social da Universidade Católica Portuguesa, ao abrigo do protocolo entre a Universidade e o MSN Portugal. Este artigo foi produzido por: Carolina Gouveia, Filipa Cardoso e Joana Gonçalves.

































