
Alemanha insiste no cumprimento do programa de resgate à Grécia
Washington, 18 jun (Lusa) - O ministro da Economia e vice-chanceler da Alemanha apelou hoje aos recém eleitos líderes gregos para que cumpram o programa de resgate negociado com a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
"Não pode haver descontos, não pode haver deduções. Os objetivos acordados devem ser cumpridos", afirmou Philipp Roesler, depois de conversações que manteve hoje na Casa Branca, em Washington.
A Grécia foi resgatada duas vezes nos últimos três anos: o primeiro resgate, de 110.000 milhões de euros, foi atribuído em 2010, e o segundo, de 130.000 milhões, a que se somou um corte na dívida privada de 107.000 milhões, foi acordado já este ano.
No entanto, a contrapartida destes dois apoios financeiros exigida pelos credores internacionais de Atenas foi a adoção de medidas de austeridade, que têm sido muito impopulares.
Nas eleições de domingo, os partidos pró-austeridade garantiram lugares suficientes para aliviar os receios de uma eventual saída da Grécia da zona euro, o que teria consequências inestimáveis para os países da moeda única europeia.
Mas, até o líder da Nova Democracia (ND), o partido vencedor do escrutínio, Antonis Samaras, já falou numa revisão dos termos do acordo de resgate.
Roesler considerou que o resultado das eleições foi "um claro sinal" de que a Grécia vê o seu futuro como membro da zona euro, apelando aos partidos para que formem uma coligação "o mais rápido possível".
O governante alemão esteve em Washington para negociações com Gene Sperling, diretor do Conselho Económico Nacional e assistente do presidente norte-americano, Barack Obama, para a política económica.
Também se prevê que se reúna com o secretário de Estado da Energia, Steven Chu, e com o responsável norte-americano para o Comércio, Ron Kirk.
ND.
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