
Cavaco Silva confiante numa avaliação "bastante positiva" da 'troika'
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Maputo, 18 jul (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se hoje confiante em que a quinta avaliação da "troika", prevista para agosto, será "bastante positiva", na mesma linha das anteriores, e que o país vai "reencontrar uma trajetória de crescimento económico".
Recordando que já foram feitas quatro avaliações à execução do programa de assistência económica e financeira, "e que todas foram bastante positivas", Cavaco Silva disse que o mesmo deverá ocorrer com a próxima.
"Tanto quanto conseguimos antecipar neste momento, tudo me faz pensar que ela irá na mesma linha das avaliações que foram feitas anteriormente", disse Cavaco Silva, num encontro em Maputo com 22 empresários portugueses com atividade em Moçambique.
"E essas avaliações positivas da 'troika' têm contribuído para reforçar a credibilidade de Portugal no plano externo", acrescentou o Presidente.
Cavaco Silva considerou que a União Europeia, "que durante muito tempo teve alguma dificuldade em responder à crise do euro", parece ter encontrado "uma resposta mais adequada aos problemas", dando como exemplo a aprovação do programa de crescimento económico e de criação de emprego, no Conselho Europeu de junho passado.
No entanto, disse esperar que "se avance mais" numa proposta que "há muito tempo" defende: "Os países que têm superavits [excedentes] nas contas deviam conduzir uma política mais expansionista que compensasse as políticas contraccionistas que vigoram noutros países".
A gestão das políticas económicas "deve funcionar não apenas para coordenar políticas contraccionistas, mas deve também ser utilizada para coordenar políticas expansionistas", defendeu Cavaco Silva.
O Presidente da República mostrou-se convicto de que Portugal irá em, breve, voltar ao crescimento.
"Apesar das dificuldades e dos sacrifícios que têm sido pedidos aos portugueses, estou convencido de que nós conseguiremos, não daqui a muito tempo, reencontrar uma trajetória de crescimento económico", e tentar avançar na aproximação aos níveis de desenvolvimento médio da União Europeia", disse.
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