
EUA consideram "gratuitas" acusações de Assange
Washington, 20 ago (Lusa) - O Departamento de Estado norte-americano desmentiu hoje que os Estados Unidos estejam a desencadear uma "caça às bruxas" contra Julian Assange, considerando gratuitas as acusações feitas no domingo pelo fundador do "site" WikiLeaks.
A porta-voz da diplomacia norte-americana Victoria Nuland considerou que ao acusar os Estados Unidos da maneira que o fez, Assange tentou "desviar as atenções" das acusações de violação pelas quais a Suécia reclama a sua extradição.
"Assange profere todo o tipo de afirmações gratuitas contra nós, quando de facto o problema que tem com o Governo do Reino Unido se prende com a sua eventual comparência perante a justiça sueca por algo que nada tem a ver com WikiLeaks, mas com acusações de crimes sexuais", reagiu Nuland.
O fundador do WikiLeaks, que se refugiou nas instalações consulares equatorianas na capital britânica a 19 de junho passado, obteve na quinta-feira asilo político do Equador.
No mesmo dia, as autoridades britânicas indicaram que o asilo concedido a Assange "não mudava nada" sobre a determinação de Londres de o extraditar para a Suécia, que o reclama pela acusação da prática de violação e agressão sexual.
No domingo, a uma varanda da embaixada do Equador em Londres, Assange agradeceu a todos os que o têm apoiado e pediu ao Presidente Barack Obama para pôr termo à "caça às bruxas" contra ele e o seu "site".
Segundo Assange, se fosse para a Suécia seria depois extraditado para os Estados Unidos, onde poderia ser julgado por espionagem, depois da divulgação de centenas de milhares de telegramas diplomáticos norte-americanos pelo "site" WikiLeaks, em 2010, correndo o risco de ser condenado à morte.
NV.
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