
Tour - Frank Schleck ouvido pela polícia
Pau, França, 17 jul (Lusa) - O luxemburguês Frank Schleck foi hoje ouvido pela polícia, na sequência do anúncio do seu controlo antidoping positivo na Volta a França em bicicleta, que motivou o seu abandono, revelou a sua equipa, a RadioShack.
O porta-voz da RadioShack, Philippe Maertens, afirmou que "Frank Schleck foi voluntariamente ao posto da polícia", em Pau, do qual saiu cerca das 23:30 locais (22:30 em Lisboa), mas não especificou se o corredor voltaria ao hotel ou regressaria a casa, no Luxemburgo.
De alguns anos a esta parte, qualquer corredor com um teste positivo no Tour é questionado pelas autoridades e Frank Schleck deslocou-se à polícia por iniciativa própria para evitar a visita dos agentes ao hotel da equipa.
A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou ao início da noite de hoje, segundo dia de descanso do Tour, em Pau, o "resultado analítico adverso" num controlo realizado 14 de julho, na 13.ª etapa, que Frank Schleck terminou em 40.º lugar, com o mesmo tempo do vencedor, Andre Greipel.
A análise de urina realizada no laboratório de Châtenay-Malabry revelou a presença do diurético Xipamide, que está contemplado na lista das designadas "substâncias especificadas" e pode valer um castigo entre a advertência e dois anos de suspensão.
Em comunicado, a RadioShack assegura que "o produto não está presente entre os medicamentos prescritos pela equipa" e afirma que "o motivo da presença de Xipamide na amostra de urina de Schleck não é claro para a equipa", pelo que "não pode explicar o resultado positivo".
A equipa dirigida pelo belga Johan Bruyneel indicou que "decidiu retirar imediatamente Frank Schleck", após ter sido informada do resultado positivo", porque ambos entenderam que "é o melhor que havia a fazer para que a Volta a França continue serena e que Frank Schleck prepare a sua defesa dentro dos prazos regulamentares", a começar pelo pedido da análise da amostra B, no espaço de quatro dias.
Este é o segundo caso ligado ao doping no decorrer da prova, depois de o corredor Rémy Di Grégorio (Cofidis) ter sido detido em Bourg-en-Bresse no primeiro dia de descanso.
Frank Schleck, de 32 anos, terceiro classificado do Tour em 2011, ocupava o 12.º lugar da geral, a 9.45 minutos do líder, o inglês Bradley Wiggins.
Os diuréticos não aumentam o rendimento dos atletas, mas podem ser utilizados como mascarantes, encobrindo o recurso a outras substâncias, e são associados a transfusões sanguíneas.
Xipamide é normalmente utilizado no tratamento de edema e hipertensão e Schleck tem a oportunidade de provar a sua inocência uma vez que este produto entra numa categoria que o Código Mundial Antidopagem designa "substâncias especificadas".
O documento diz que "se um atleta conseguir provar a circunstância em que a substância especificada foi administrada ou de que forma ficou na sua posse e que não tinha a intenção de melhorar o rendimento desportivo, a sanção pode ser reduzida no mínimo a uma advertência sem período de suspensão e no máximo a uma suspensão de dois anos".
Frank Schleck é irmão mais velho de Andy, declarado vencedor do Tour de 2010 depois de o espanhol Alberto Contador ter sido desqualificado por doping.
O pelotão da Volta a França regressa à estrada na quarta-feira, com a realização da 16.ª etapa.
PA.
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