Investigadores desenvolvem método para recuperar audição com células estaminais

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epa01215692 Doctoral student Emily Feneberg holds a hamster whose memory for smells is tested at the Paul Flechsig Institute for Brain Research in Leipzig, Germany, 03 January 2008. Together with a pharmaceutical company from the US scientists at the institute developed a test that makes an early diagnosis of Alzeheimer possible. The test is likely to come on the market as a blood test before the end of the year. In another joint project with partners from the US, the Netherlands and the UK the Leipzig-based scientists work on a gene therapy, which explores the similarity of phenomena caused by Alzheimer in humans with activities going on in the brains of hibernating hamsters. EPA/WALTRAUD GRUBITZSCH
Londres, 12 set (Lusa) - Investigadores de uma universidade britânica desenvolveram em "hamsters" um método para tratar a surdez com células estaminais humanas, que pode abrir portas para futuros tratamentos da perda de audição, revela hoje a revista Nature, citada pela agência Efe.
Os peritos, da Universidade de Sheffield, "instruíram" as células estaminais (células-mãe) humanas - num estádio muito precoce em que a célula ainda não decidiu que tecido vai produzir - a gerar, primeiro, células progenitoras do ouvido e, posteriormente, células sensoriais ciliadas e nervos auditivos.
Para tal, a equipa desenvolveu um método com o qual conseguiu induzir as células-mãe humanas - com capacidade para se diferenciarem em muitos tipos de células - a converterem-se em células auditivas.
O método foi experimentado em "hamsters", por estes serem, contrariamente aos ratos, segundo os investigadores, "um bom modelo da audição, mais parecido com o humano".
Os especialistas quiseram comprovar se as células do ouvido funcionavam uma vez transplantadas num animal com deficiências auditivas.
Quando a equipa, que se concentrava em reparar o nervo auditivo do roedor, transplantou células progenitoras em "hamsters" que tinham uma lesão nesse nervo, as novas células substituíram os nervos auditivos perdidos e "mostraram uma recuperação funcional significativa".
O estudo realça que a capacidade para restaurar a funcionalidade dos nervos auditivos poderá abrir portas a um futuro tratamento de algumas formas de surdez a partir de células estaminais.
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