Japão alerta para 11 navios chineses perto das ilhas em disputa pelos dois países

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epa03397383 A handout photo taken and released by the Japan Coast Guard's 11th Regional Coast Guard Headquarters on 14 September 2012 shows the Chinese surveillance ship Haijian No. 15 cruising about 6 km off the Senkaku Islands in the East China Sea. For the first time since the Japanese government nationalized the disputed islands, called Senkaku Islands in Japan and Diaoyu Islands in China, six Chinese surveillance ships entered Japan's territorial waters near the Senkakus. EPA/JAPAN COAST GUARD / HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
Tóquio, 18 set (Lusa) – Três navios estatais chineses entraram hoje nas águas territoriais em torno de ilhas controladas pelo Japão, mas que a China reclama, alertou a guarda costeira japonesa, com as tensões entre as duas potências asiáticas a escalar.
Um total de 11 navios chineses, 10 deles navios de vigilância marítima, entraram em áreas que o direito internacional marítimo considera como zona contígua ao Japão, numa movimentação que coincide com novos protestos antijaponeses, que se alastram por várias cidades chinesas.
Três dos navios de vigilância entraram nas águas territoriais ao redor de uma das ilhas entre as 17:20 e as 18:02 locais (09:20 e 10:20 de Lisboa), disse a guarda costeira japonesa, em comunicado.
Os 10 navios “começaram a navegar em frota ao longo do limite territorial, no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio” ao largo de Uotsurijima, a maior das ilhas Senkaku, de acordo com o comunicado, referindo-se às ilhas que a China chama de Diaoyu.
"Os nossos navios de patrulha já os alertaram para não entrarem nas águas territoriais do nosso país, através da rádio e de outros meios", acrescentou a Guarda Costeira japonesa.
Um dos navios chineses, disse a guarda costeira japonesa, terá respondido que estava a desenvolver "uma atividade legítima", argumentando que as ilhas são território soberano chinês.
A disputa entre o Japão e a China ganhou um novo alento porque, na passada semana, Tóquio anunciou a compra de três das ilhas em disputa, a que Pequim respondeu com o envio de barcos patrulhas para a zona.
Os protestos antijaponeses têm vindo a generalizar-se por toda a China - levando mesmo ao encerramento de fábricas e lojas de capital japonês - com manifestantes a reclamar a soberania chinesa das ilhas, que se acreditam ser ricas em recursos marítimos e energéticos e se situam entre a costa chinesa e a costa da província japonesa de Okinawa.
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