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Louçã diz que Governo "está morto" e desafia-o a apresentar moção de confiança, Passos rejeita

O líder do BE afirmou que o primeiro-ministro "perdeu a maioria no Parlamento" e que o país "pede a sua demissão" e desafiou-o a apresentar uma moção de confiança, enquanto Passos reconheceu dificuldades mas garantiu que não se demite "da sua missão".


O coordenador do Bloco de Esquerda (© BE)

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, interpela o Governo durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o primeiro após o anúncio das novas medidas de austeridade e das divergências públicas entre os parceiros da coligação, na Assembleia da República, em Lisboa, 21 de setembro de 2012. TIAGO PETINGA / LUSA

Lisboa, 21 set (Lusa) - O líder do BE afirmou hoje que o primeiro-ministro "perdeu a maioria no Parlamento" e que o país "pede a sua demissão" e desafiou-o a apresentar uma moção de confiança, enquanto Passos reconheceu dificuldades mas garantiu que não se demite "da sua missão".

No debate quinzenal na Assembleia da República, Francisco Louçã disse que o Governo PSD/CDS vive "uma crise gravíssima" e "está morto" e criticou que o ministro de Estado e das Finanças tenha ido "defender a nível internacional um conjunto de propostas do Governo" quando "outro ministro de Estado" discordou delas "em público", depois do primeiro-ministro ter adiantado que Vítor Gaspar fora mandatado pelo Conselho de Ministros (CM).

"O senhor ministro das Finanças não fecha um acordo com a ´troika' e não vai a uma reunião do Eurogrupo como foi, comunicá-las, sem que o CM o mandate para esse efeito, o senhor ministro das Finanças teve mandato para o fazer", afirmou Passos Coelho, depois de ter sido questionado por Louçã.

O primeiro-ministro sublinhou que "não faz de conta" relativamente às dificuldades na coligação e que "na primeira vez que apareceram dificuldades públicas nos dois partidos que suportam a maioria, essas dificuldades ficaram resolvidas institucionalmente".

"Nós vivemos em democracia e eu presido a um Governo de coligação, nós temos dificuldades, elas ocorreram, não se varrem para debaixo do tapete, fala-se olhos nos olhos sobre elas", acrescentou.

Já o líder bloquista atacou a "tranquilidade seráfica" de Passos ao dizer que "isto está a correr bem" e desafiou-o a apresentar uma moção de confiança sobre a Taxa Social Única (TSU).

Louçã frisou que "este é um momento muito sério" para o Governo e que as "divergências não foram entre os partidos da coligação", mas no Governo e que "foram pretexto para campanhas públicas".

"Não tem nenhum sentido esta política, ninguém acredita nela, o senhor bem pode dizer aqui, não é para nós, é para aquelas bancadas [da maioria], que não se está a afogar, porque neste Parlamento não tem maioria, o senhor perdeu a maioria, ponha à votação uma moção de confiança sobre a TSU e perde-a neste Parlamento, não se atreve", afirmou Louçã, acrescentando que na manifestação de sábado passado, houve "um milhão de pessoas à porta" do primeiro-ministro e que "quer a sua demissão".

Depois, Francisco Louçã acusou Passos de ser "enxovalhado em público pelas divergências da coligação" e de "fugir à responsabilidade" com "uma reunião de uma brigada do reumático, sem generais, onde todos saem com uma cara de enterro como se isso fosse sinal de que não se está a afogar", numa alusão ao encontro de quinta-feira entre delegações do PSD e do CDS-PP.

Passos ripostou que "à oposição cabe a escolha sobre apresentar ou não moções de censura, e ao Governo se quer ou não apresentar moções de confiança" e sublinhou que "se o Governo tivesse razões para supor que não tinha a confiança deste Parlamento, a primeira coisa que fazia era apresentar uma moção de confiança".

"O país não precisa de nenhuma crise política, mas de coesão para vencer as suas dificuldades, e eu nunca me demitirei das minhas responsabilidades nem da minha missão de ajudar a vencer essas dificuldades a partir do meu posto, que é o Governo", assegurou.

O coordenador do BE, Francisco Louçã, defendeu ainda que as alterações na TSU são inconstitucionais, porque "o sistema de Segurança Social é um sistema de garantia de seguro para a pessoa e não é um sistema de financiamento nem do Estado, nem das empresas", e considerou-a uma medida "errada porque cria recessão e idiota porque vai aumentar o défice".

ATF

3Comentários
21 set, 2012 16:27
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Este sr, devia ter vergonha na cara. Nunca contribui com nada. Só fala, denegrindo tudo o k é feito pelos outros para bem de Portugal. Lembro, k nem a troika, k foi a salvação dos salários dos portugueses quiz receber. Aliás, ele e o seu partido, como o pcp nunca quiz o bem de Portugal. Quanto a mim, nem deviam nem mereciam, estar a polir as cadeiras do Parlamento. Pois eles,só estão ali, para receber os seus salários. Vão entretendo o povo, chamando de ladrões e mentirosos todos os outros parlamentares, contribuindo assim, para o baixo nível de uma casa k devia ser de respeito. Nunca vi, k tivessem contribuíbo, para algo construtivo, a favor de Portugal. Todas as tomadas de posição, têm sido sempre de anti-pátria. E vai continuar a ser ssempre assim. Eles não querem fazer parte de nemhum governo. Porque assim podem exe****tar a sua política de deita abaixo, keles não sabem mais !!!

22 set, 2012 01:03
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De facto  e pelo tardio da hora talvez, não consigo responder de outra forma.

 

É pá vai cossar as pulgas pra outro lado.

 

È pá desaparece com o tacho que já tens, rápidamente, antes que to tirem, e deixa de provocar. e deixa de gozar com os pobres,  estes não vivem de utopias , estes precisam de pão.

 

Des****lpa tens uma solução para nos ti rar da merdª onde estamos? É que se tens  não permito de forma alguma que saias do teu partido. 

Ou tu és apenas igual a todos ou quase todos politicos, andas-te lá e queres sair na hora  H porque isto agora não está pra brincadeiras e já ganhas-te o que tinhas a ganhar?

22 set, 2012 08:14
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Ainda bem que vozes de burro não chegam ao céu
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