Manifestações anti-Japão em Pequim sob fortes medidas de segurança

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epa03401263 Chinese demonstrators protest outside the Japanese embassy in Beijing, China, 18 September 2012. Tensions between China and Japan keep escalating following Japan's purchase of the Diaoyu or Senkaku islands. The date 18 September marks the anniversary of Japan's invasion of China's northern territories. EPA/DIEGO AZUBEL
Pequim, 18 set (Lusa) - Um forte cordão de segurança de centenas de polícias de choque rodeia hoje a Embaixada do Japão em Pequim, frente à qual milhares de manifestantes chineses estão concentrados para protestarem contra o país nipónico.
Os manifestantes que se encontram concentrados junto à embaixada desde a primeira hora da manhã para reclamar a soberania chinesa das ilhas Diaoyu (denominadas Senkaku, em japonês), disputadas entre Tóquio e Pequim, e para assinalar o aniversário do designado "incidente de Mukden", que esteve na origem da ocupação japonesa do território chinês da Manchúria em 1931 e na segunda guerra entre os países.
O incidente de Mukden é considerado como uma humilhação na China.
A polícia aumentou o dispositivo policial em torno da representação diplomática desde que as manifestações anti-nipónicas, iniciadas há sete dias na China, se tornaram mais violentas no fim-de-semana.
A agência Efe descreveu os manifestantes a atirarem ovos e garrafas contra a Embaixada, indicando que as ruas nas imediações estavam cortadas ao trânsito.
Por outro lado, observou que as forças de segurança incitam os manifestantes a manterem a calma e a evitarem a violência em mensagens transmitidas através dos altifalantes.
Manifestações similares decorrem noutras cidades do país, como Xangai ou Chengdu, indicou a Efe.
Várias empresas japonesas encerraram hoje as portas das suas fábricas e superfícies comerciais perante as manifestações e sentimento anti-japonês nas ruas.
O aniversário do incidente de Mukden é assinalado numa altura de crispação entre a China e o Japão, avivada na semana passada pelo anúncio da compra pelo país nipónico de três das ilhas disputadas pelas duas nações, a que Pequim respondeu com o envio de barcos patrulhas para a zona.
Perante a situação, a imprensa estatal chinesa pediu mais prudência à população que se manifesta, mas sem renunciar ao tom nacionalista.
O arquipélago na base da discórdia, e que se crê rico em recursos marinhos e energéticos, situa-se a 250 quilómetros da costa chinesa e a 200 a oeste do arquipélago chinês de Okinawa.
FV.

















