Ministro das Finanças da Grécia admite agravamento da recessão até 2014

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epa02133759 (FILE) A European Union flag is flying over the temple of Parthenon on Acropolis hill in Athens on 09 April 2010. World stock markets stumbled 27 April 2010 on the news that ratings agency Standard & Poor‘s had slashed credit ratings for sovereign debt from Greece and Portugal. According to the N-TV news channel, at shortly after 1630 GMT, the Dow Jones industrial average was down 1.2 per cent to 11,068, while Germany‘s Dax was down 2.7 per cent to 6,160. N-TV also reported that the euro had lost 1.2 per cent in value compared to the dollar, putting it at 1.3233 as fears spread that weakness in Greek and Portuguese finances could destabilize the monetary union. EPA/ORESTIS PANAGIOTOU
Atenas, 18 set (Lusa) – A economia da Grécia, atualmente no quinto ano consecutivo de recessão, vai continuar a decair incluindo em 2014, quando se prevê que o PIB esteja reduzido a um quarto em comparação com 2008, referiu hoje o ministro das Finanças.
Iannis Stournaras admitiu que para 2012 está prevista uma recessão da economia “superior” a seis por cento, que com a redução acumulada do PIB desde 2008 se aproximará dos 20 por cento e com perspetivas para se agravar em 2014, quando a contração “terá alcançado 25 por cento”.
O ministro, que participou num foro de investimentos greco-chinês, admitiu que o desemprego, situado oficialmente nos 24,4 por cento, é um “grande problema”, e que o Estado deve mais de 6.300 milhões de euros ao setor privado.
Stournaras assegurou que o seu país vai na boa direção e está a cumprir as reformas exigidas pela ‘troika’ de credores internacionais (União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).
O responsável das Finanças gregas sublinhou que após a aprovação do novo pacote de redução de despesas, exigido pela ‘troika’, num montante de 11,5 mil milhões de euros, o Governo terá conseguido reduzir em 11 por cento o seu défice primário, e enquanto prossegue o pagamento dos juros da dívida.
As más perspetivas económicas implicaram contudo que o Executivo solicitasse o prolongamento por mais dois anos do prazo fornecido para cumprir os compromissos de redução das despesas e das reformas exigidas pelos credores.
No entanto, a Grécia deverá receber, provavelmente em outubro, a aprovação da ‘troika’ no seu relatório periódico sobre o progresso das reformas, mas dependente da aprovação do novo pacote de medidas austeridade.
“Trabalhamos dia e noite esperando alcançar em outubro a decisão necessária, que nos permitirá olhar o futuro com otimismo, e deixando para trás os erros do passado”, disse Stournaras.
Os três partidos que apoiam o Governo já concordaram na forma de garantir dois terços dos 11,5 mil milhões de cortes, mas ainda necessitam de chegar a acordo sobre a forma de garantir os restantes 4.000 milhões, quando ainda permanecem divergências no executivo sobre uma nova redução de salários e pensões do setor público. Em simultâneo, a ‘troika’ exige que o aumento da idade mínima da reforma para os 67 anos.
De acordo com o sítio financeiro da internet capital.gr, a Grécia terá ainda de devolver este mês obrigações soberanas avaliadas em 184 milhões de euros que os privados recusaram eliminar durante a operação de reestruturação da dívida detida pelos credores privados.
Uma sondagem hoje divulgada pelo canal televisivo Ski refere que 68 por cento dos gregos se opõe às novas medidas exigidas pela ‘troika’, enquanto 67 por cento mantém uma ‘ideia positiva’ da UE, uma descida face a sondagens anteriores.
PCR.
















