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Morreu o cantor e autor Luiz Goes, uma referência da canção de Coimbra

O cantor Luiz Goes, de 79 anos, uma das referências da canção de Coimbra, morreu hoje em Mafra, nos arredores de Lisboa, disse à agência Lusa o músico Manuel Alegre Portugal.


CBR02-990507-COIMBRA: A Queima das Fitas de Coimbra comecou as zero horas de sexta-feira, com a tradicional Serenata Monumental no Largo da Se Velha, onde os Grupos de Fado cantaram para os milhares de estudantes que ai se aglomeraram. FOTO PAULO NOVAIS/LUSA

CBR02-990507-COIMBRA: A Queima das Fitas de Coimbra comecou as zero horas de sexta-feira, com a tradicional Serenata Monumental no Largo da Se Velha, onde os Grupos de Fado cantaram para os milhares de estudantes que ai se aglomeraram. FOTO PAULO NOVAIS/LUSA

Lisboa, 18 set (Lusa) - O cantor Luiz Goes, de 79 anos, uma das referências da canção de Coimbra, morreu hoje em Mafra, nos arredores de Lisboa, disse à agência Lusa o músico Manuel Alegre Portugal.

Nascido em 1933, em Coimbra, Luiz Fernando de Sousa Pires de Goes licenciou-se em Medicina, tendo exercido a profissão de médico dentista em paralelo com a carreira artística.

Iniciou-se no fado por influência do tio paterno, Armando Goes, contemporâneo de Edmundo Bettencourt, António Menano, Lucas Junot, Paradela de Oliveira, Almeida d'Eça e Artur Paredes.

Manuel Alegre Portugal recordou que Luiz Goes "foi padrinho musical de Adriano Correia de Oliveira e José Afonso".

O músico referiu ainda que Luiz Goes gravou na década de 1950 com os músicos Carlos Paredes, João Bagão e António Portugal gravou o álbum "Serenata de Coimbra" que "é ainda hoje o disco português mais vendido", disse Manuel Alegre Portugal.

O músico recordou que "na altura o Luiz Goes recusou um milionário contrato da gravadora Philips porque queria acabar o curso".

"O Luiz Goes representa para a música de Coimbra o que Amália Rodrigues representa para a música portuguesa", rematou.

Como autor, Luiz Goes assinou 25 fados e 18 baladas, dos quais se destacam "Fado da Despedida", "Toada Beira", "Balada da Distância", "Canção do Regresso", "Homem Só", "Meu Irmão", "Romagem à Lapa", "É Preciso Acreditar", entre muitos outros.

Em 2002, assinalando os 50 anos da sua primeira gravação a discográfica EMI-Valentim de Carvalho reuniu a obra integral numa edição intitulada "Canções Para Quem Vier".

NL/AG.

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