Vacina contra malária deve estar pronta em cinco anos

A terceira fase de testes clínicos está em processo em Burkina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e Tanzânia, com a participação de 16 mil crianças com idade entre seis as semanas e os 17 meses.
A vacina contra a malária, cuja última fase de teste está em curso desde Maio desde ano em sete países africanos, poderá ser patenteada dentro de três a cinco anos, afirmaram cientistas e especialistas reunidos em Nairobi, esta terça-feira.
No terceiro dia da 5ª Conferência da Iniciativa Multilateral sobre a Malária, mais de mil especialistas avaliaram os progressos na pesquisa da vacina, desenvolvida pelo programa Malaria Vaccine Initiative (MVI) e pelo laboratório GlaxoSmithKline Biologicals (GSK Bio).
Os resultados da segunda fase de testes desta vacina, publicados no ano passado, mostraram uma eficácia de 53% nos bebés.
A terceira fase de testes clínicos está em processo em Burkina Faso, Gabão, Gana, Quénia, Malawi, Moçambique e Tanzânia, com a participação de 16 mil crianças com idade entre seis as semanas e os 17 meses.
A fase actual avalia, principalmente, os efeitos colaterais da futura vacina, destinada prioritariamente a bebés e a crianças com menos de cinco anos, os mais vulneráveis à malária.
Em 2006, a comunidade internacional fixou um objectivo a longo prazo, até 2025, para a produção de uma vacina para a malária com 80% de eficácia contra as formas menos severas da doença e com uma duração de mais de quatro anos.

