“LUXURIA”: o bom pecado está na bijuteria

Maria João Cravo criou a marca de bijuteria “LUXURIA” há quase três anos e hoje acredita que já é uma referência no mercado nacional de acessórios de qualidade. Com um público-alvo de classe média-alta, a “LUXURIA” prepara-se para lançar a nova colecção, denominada Terra. Peças distintas, ousadas e de qualidade que incitam a cometer um pecado.
Maria João Cravo tem 39 anos, é natural de Aveiro e professora de Língua Portuguesa. Considera-se uma criadora de “pecados” depois de lançar a marca de bijuteria “LUXURIA”.
Dos sete pecados capitais, optou pela “LUXURIA” como sinónimo de ousadia, distinção, audácia, autoconfiança e tentação que os seus acessórios transmitem. De brincos a colares, de pulseiras a anéis, todas as suas criações são numeradas e autenticadas, sendo a exclusividade a palavra de ordem.
A nova marca da autoria da aveirense Maria João Cravo, com pouco mais de dois anos de existência, já conseguiu despertar as atenções tanto a nível internacional como nacional. O MSN.pt conversou com a mentora do projecto, de forma a perceber como surgiu e se desenvolveu o conceito da marca “LUXURIA”.
MSN – A “LUXURIA” Bijuteria apresenta-se como um conceito muito próprio e diferente no mercado nacional. Como e quando nasceu este conceito?
Maria João Cravo – O conceito, tal como existe hoje, foi nascendo aos poucos, à medida que ia alargando a minha vontade de criar uma marca divergente, que se pudesse impor a todo o país. A marca faz três anos em Fevereiro e houve sempre a preocupação de seguir algumas linhas orientadoras, que ainda hoje se mantêm: a qualidade dos materiais, a diferença no design, o cariz de exclusividade com a criação de peças quase únicas, o trabalho personalizado e manufacturado.
MSN – O que é que o diferencia no mercado da bijuteria?
M.J.C. – Praticamente tudo. A “LUXURIA” é muito mais do que uma marca de peças de autor. Evidencia-se pela exclusividade e pela qualidade dos materiais que uso. Essa exclusividade reflecte-se no número reduzido de cópias de cada modelo – seis de cada. Todos eles são numerados e autenticados com a plaquinha da marca. Quanto aos materiais, utilizo essencialmente as pedras semi-preciosas, o cristal Swarovski, as porcelanas pintadas à mão, couros, fitas de organza e cetim.
MSN – Até hoje, que balanço faz da evolução da marca?
M.J.C. – A marca tem vindo a afirmar-se aos poucos no mercado nacional. Tem sido uma caminhada dolorosa, mas sempre a crescer e, neste momento, começa a ser já uma marca de referência no mercado nacional dos acessórios de qualidade.
MSN – A crise financeira afecta o país em praticamente todas as áreas de trabalho. A vossa empresa sentiu efeitos da crise?
M.J.C. – É claro que a crise também acaba por afectar a “LUXURIA”. Pior ainda quando se está a tentar impor no mercado uma marca nova. Mas com a perseverança que me caracteriza, continuo a lutar contra esta onda negativa que tem afectado o país.
MSN – Considera que os acessórios da vossa empresa estão dirigidos a um público-alvo ou qualquer pessoa tem capacidade para os adquirir?
M.J.C. – O público-alvo da “LUXURIA” está muito bem definido e destina-se a um target médio-alto, com poder de compra. É para alguém que gosta de se distinguir dos outros, pelo uso de peças distintas, ousadas e de qualidade.
MSN – Quanto pode custar uma peça da “LUXURIA”?
M.J.C. – Os preços das peças podem variar entre 50 e 160 euros consoante a composição e o design.
MSN – Há muita concorrência nesta área de negócio? Quais as maiores dificuldades?
M.J.C. – Sim, há muita concorrência na área da bijutaria. No entanto, o conceito da “LUXURIA” é inovador e, por isso, não me parece que haja concorrência pelo facto de sermos diferentes das outras marcas existentes no mercado. A maior dificuldade, para já, é as pessoas perceberem que se trata de peças de grande qualidade, quer ao nível do design, quer ao nível dos materiais, que são todos de excelência. Além disso, as nossas peças não se vinculam muito às tendências de moda. São peças mais intemporais e, pelas cores e materiais escolhidos, tanto se usam nas estações quentes como nas mais frescas.
MSN – Para quem quiser adquirir um acessório vosso, que novidades pode encontrar neste momento?
M.J.C. – Está mesmo a sair a nova colecção denominada Terra. As cores fazem lembrar a floresta tropical, a espuma das águas cristalinas, a delicadeza e a força de aves e mamíferos da savana, a leveza e magnitude dos vestidos das damas cortesãs e da porcelana oriental… Estes são as grandes inspirações da “LUXURIA”, como homenagem a África, a América, a Ásia, a Europa e a Oceânia sob a forma de jóias.
MSN – Já têm pontos de venda em Aveiro, Lisboa, Porto, Coimbra e Matosinhos. Para quando uma loja em nome próprio?
M.J.C. – Para já, não está nos planos da marca a abertura de lojas em nome próprio. O objectivo mais imediato é o alargamento de pontos de venda a novas zonas do país e consolidar a “LUXURIA” como uma marca de referência no mercado nacional.
MSN – Qual o próximo passo?
M.J.C. – O próximo desafio da “LUXURIA” é a expansão para o mercado internacional, nomeadamente o mercado europeu e é nesse sentido que já começámos a trabalhar.
Tânia Nóbrega / Sentido das Letras

