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Sentido das Letras / Copyright 2008 - 11/6/2009 8:48 AM

Cidades dos mercados emergentes vão subir rapidamente nos rankings globais de PIB

De cordo com a PricewaterhouseCoopers , Xangai deverá subir da 25ª para a 9ª posição nos rankings globais de PIB das cidades entre 2008 e 2025 e atingir a taxa de crescimento mais alta no actual top 30. Lisboa ocupa actualmente o 66º posto do ranking (dados de 2008), mas deverá perder dez posições até 2025

As economias das cidades dos mercados emergentes deverão subir significativamente nos rankings globais de PIB entre 2008 e 2025 de acordo com um estudo da PricewaterhouseCoopers. Os dados permitem avaliar a forma como o panorama económico global vai mudar e quais as cidades que podem proporcionar melhores oportunidades de investimento e de trabalho no futuro.

As 100 maiores cidades representaram aproximadamente 30% do PIB global em 2008 e algumas têm economias maiores que alguns países de média dimensão como a Suécia ou a Suíça. No entanto, há lacunas ao nível da sistematização dos dados globais sobre o tamanho das economias das cidades e os que existem tendem a centrar-se no ranking por população o que apenas representa uma parte do quadro geral. A PwC divulgou o primeiro ranking global do PIB das cidades em Março de 2007 e agora actualizou esse ranking para 2008 com projecções para 2025.

John Hawksworth, líder da área de macroeconomia da PricewaterhouseCoopers LLP, afirmou: “A actividade económica global está concentrada nas maiores cidades do mundo e é importante compreender como é que estas cidades se comparam, especialmente quando muitas economias desenvolvidas estão a passar por dificuldades económicas, enquanto países como a China e a Índia continuam a crescer.”

Analisando os rankings de 2008 , a Cidade do México e São Paulo são as cidades de economias emergentes que constam já do top 10 em termos de PIB, mas Buenos Aires está próxima, em 13º lugar, e Moscovo em 15º. Xangai e Bombaim saltaram para o top 30 com o seu forte crescimento entre 2005 e 2008. Há também um conjunto de cidades de economias emergentes em rápido crescimento à beira do actual top 30, onde se incluem Istambul (34º), Pequim (38º), Manila (40º), Cairo (42º) e Guangzhou (44º).

O estudo da PwC também revela que Lisboa ocupa actualmente o 66º posto do ranking (dados de 2008), mas deverá perder dez posições até 2025. A capital portuguesa obteve um Produto Interno Bruto (PIB) de 98 mil milhões de dólares em 2008 e, segundo as estimativas da PricewaterhouseCoopers, este valor deverá subir para 149 mil milhões de dólares em 2025.

Projectando 2025, o estudo revela a continuação do crescimento das cidades das economias emergentes. Xangai, Bombaim, Pequim, Deli, Guangzhou, Rio de Janeiro, Istambul e Cairo deverão subir significativamente nos rankings globais de PIB.

Hawksworth acrescentou: “Se olharmos para o crescimento projectado da percentagem do PIB entre 2008 e 2025 das principais cidades emergentes e das economias avançadas, verificamos um forte contraste. Cidades como Xangai, Pequim e Bombaim, por exemplo, devem crescer cerca de 6-7% por ano em termos reais, ao passo que cidades como Nova Iorque, Tóquio, Chicago e Londres crescerão apenas cerca de 2% ao ano em média. Em termos absolutos, a subida estimada do PIB de Xangai entre 2008 e 2025 é maior que o crescimento conjunto do PIB de Londres e Paris.”

Apesar disso, Tóquio manteve a liderança do ranking que tinha em 2005, permanecendo um pouco à frente de Nova Iorque, com ambas as economias a valerem quase 1,5 biliões de dólares em 2008 (a par de economias nacionais como a da Espanha) e com uma subida estimada para cerca de 2 biliões em 2025. Los Angeles está claramente em terceiro lugar, com Chicago, Londres e Paris a competirem pelos três seguintes lugares (cada uma delas com um PIB estimado muito superior a economias nacionais como a África do Sul e a Bélgica).

As principais mudanças no top 10 desde 2005 foram a ultrapassagem de Londres a Paris para chegar ao 5º lugar e a subida de São Paulo, que saltou para a 10ª posição. Além de Londres e Paris, apenas mais duas cidades europeias (Moscovo e Madrid) alcançaram o top 30 em 2008. Isto reflecte o facto de países como a Alemanha e a Itália (que apenas se tornaram estados-nação unificados no séc. XIX) terem várias cidades grandes, mas que são de média dimensão a nível global, em vez de uma capital dominante como o Reino Unido ou a França.

Em 2008, existiam 39 cidades de economias emergentes no top 100 e 61 de economias avançadas. Em 2025 esta diferença deverá diminuir significativamente, com as economias emergentes representadas por 48 cidades no top 100 e as economias avançadas por 52.

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