
© Marco Marques
A entrevista foi curta mas suficiente para conhecer o último trabalho de Valter Hugo Mãe, nome artístico no escritor Valter Hugo Lemos. Valter, que ganhou em 2007 o prémio literário José Saramago, esteve no sábado na Feira do Livro de Lisboa a dar autógrafos e a promover “O filho de mil homens”. Recebeu–nos com muita simpatia e falou-nos um pouco do seu livro.
Do que fala este seu mais recente romance?
De um homem que chega aos 40 anos e assume a tristeza de nunca ter tido um filho.
Qual o significado do nome escolhido para o livro?
O título defende a ideia de que somos resultado de mil homens e mulheres. Somos o resultado de uma infinidade de pessoas. Depois cada um de nós há-de ser pai ou mãe de mil homens e mulheres.
Como é caraterizada a personagem principal?
A personagem principal é um pescador e julga que a sua vida está incompleta enquanto não for pai. Ele acha que o seu património deve ser deixado a alguém. Senão houver um legado, a vida perde um pouco o seu sentido.
E ele acaba por ter um filho?
Ele adota uma criança.
E sente-se completo, por não ser um filho biológico?
Sente-se preenchido, sente esta ideia de plenitude.
O Valter tem outros romances de sucesso, como “A máquina de fazer Espanhóis”. Como é que estão a correr as vendas desta sua última obra?
As vendas estão a correr bem. (risos)
O livro já foi lançado em mais algum país?
Acabei de vir do Brasil, onde foi lançado e depois será lançado noutros países.
Agora que terminou a 82ª edição da Feira do Livro, poderá adquirir "O filho de mil homens" em qualquer loja Fnac.
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Este conteúdo foi produzido por alunos da cadeira de Comunicação Digital do curso de Comunicação Social da Universidade Católica Portuguesa, ao abrigo do protocolo entre a Universidade e o MSN Portugal. Este artigo foi produzido por: Gabriella Brooks e Marco Marques.














